A auxiliar de enfermagem Maria Alice Camargo, 40 anos, é moradora do Conjunto Maria Cecília. Está em um momento difícil, seu único alívio financeiro é o recebimento da pensão do ex-marido. Antes, esta alegria era vivida muito longe de casa.
Ela tinha que se deslocar de ônibus até o centro da cidade para sacar o benefício na agência da Caixa. Aproveitava a viagem para fazer compras, pagar outras contas e, às vezes, utilizar outros tipos de serviços.
Sua amiga Ivone Mendes de Castro, 38 anos, é dona de casa e faz sua movimentação bancária e a do marido com frequência. Também não gostava da idéia de pegar o ônibus para tarefas tão necessárias em seu dia-a-dia.
Esta situação durou até a inauguração do único hipermercado da região, em setembro de 2001. O empreendimento significou muito mais que a soma de mais um estabelecimento comercial na Zona Norte.
Embora com um comércio diversificado e cada vez mais promissor, a região ainda não contava com um grande centro de compras. Sem shopping center, um sonho que o mercado imobiliário garante que pode se tornar realidade em poucos anos, os moradores vizinhos deram um salto em direção à comodidade e ganharam uma opção de compras aos domingos, dia em que a loja funciona das 9 às 15 horas.
O hipermercado, com opções em vários tipos de segmentos do varejo, conta com um restaurante-choperia e um minicentro bancário. Além da agência da Caixa, funcionam no local caixas eletrônicos do Banco do Brasil e do Bradesco.
Por vontade dos empreendedores, a mão-de-obra foi arregimentada nos bairros vizinhos com o objetivo de aumentar o vínculo do estabelecimento com a comunidade. Somente no hipermercado trabalham 170 pessoas.
Ivone e Maria Alice são dois exemplos dos benefícios práticos de uma agência bancária próxima de casa. ''Não precisa ficar pensando para fazer um saque ou um depósito. É só caminhar um pouquinho'', lembra Ivone. ''E tem mais: tem melhorado em geral as opções. Não dá para reclamar. Não vou mais no centro, praticamente''.
Maria Alice, 20 anos de Maria Cecília (a amiga e vizinha tem 18) usa a mesma expressão da amiga para definir a facilidade que trouxe o centro de compras e serviço há dois anos. ''É uma mão na roda!''

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