Mineradores terão encontro na Bahia
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sábado, 16 de junho de 2001
Da Redação 
O IX Encontro de Mineradores e Consumidores que será realizado em agosto, em Salvador, tem como um dos objetivos divulgar a Bahia como pólo cerâmico. A Secretaria de Indústria, Comércio e Mineração trabalha para tornar o Estado um dos principais pólos do setor no País.
Especialistas afirmam que o Nordeste vem se revelando uma das regiões mais promissoras do País para a instalação de novos empreendimentos. A indústria cerâmica tem privilégios graças aos recursos naturais. A região acusou um crescimento de 20% no consumo de materiais de construção, o maior índice do Brasil. A alta neste índice justifica-se pelos investimentos realizados em obras de saneamento, disponibilização da água, novos empreendimentos hoteleiros, incremento nas atividades agrícolas e o início de um novo pólo industrial.
A Bahia produz hoje 3 milhões de m2/ano de cerâmica para revestimento, tendo capacidade para dobrar este número, na visão do geólogo e um dos moderadores do IX Encontro, Marcos Donadello. O estado abriga reservas de minerais industriais, com destaque para argila, argilito, anortosito, caulim, talco, feldspato, magnesita, quartzito, calcário. Todos com destacada importância industrial para o setor de cerâmica estrutural, refratários, de revestimentos e também artístico.
Uma equipe de geólogos da Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM), liderada por Valter Mônaco Filho, também moderador do IX Encontro, observou que a matéria-prima é de qualidade comparável aos insumos encontrados em São Paulo e Santa Catarina.
Segundo maior pólo cerâmico do páis, Santa Catarina já liderou o setor, segurando em suas mãos toda a política de preços praticada pelo mercado. Há cerca de 15 anos, surgiu em São Paulo o Pólo de Santa Gertrudes, onde as indústrias implantaram novas tecnologias. Hoje, o panorama sofre uma nova fase de mudanças com as novas expectativas geradas pela Bahia. Os estados da Paraíba, Espírito Santo e Sergipe também estão na mira dos investidores, por possuírem uma grande concentração de jazidas.
Grandes indústrias do setor cerâmico já se instalaram no Nordeste. A Eliane/Céramus (com matriz em Santa Catarina), cujo faturamento anual chega a R$ 350 milhões, montou uma fábrica em Camaçari (BA), e prevê o início das operações para setembro. Será uma nova linha produtiva, com capacidade para 300 mil m2/mês. Também pretende construir uma nova fábrica de produto com alta tecnologia agregada numa área vizinha à unidade atual.
A Moliza, também catarinense, instalou-se em Candeias (BA), e começou sua produção em julho do ano passado. A nova filial está localizada junto à Rodovia 324 e produz 250 mil m2/mês, tendo uma capacidade instalada de 350 mil m2/mês.
A Cecrisa e a Bahiagrés já anunciaram suas intenções de instalar uma nova unidade na Bahia, enquanto a Incefra, atualmente com sede em Cordeirópolis (SP), se prepara para implantar uma filial na região nordestina. Sua intenção é produzir cerâmica pelo processo de via úmida, além de exportar 20% da produção para o mercado norte-americano.
Camaçari também entrou nos estudos da fábrica de louças sanitárias Hervy, que pretende instalar uma unidade na região, com investimentos da ordem de R$ 35 milhões. A empresa pretende montar uma filial capaz de produzir 60 mil peças/mês. Em São Paulo, a produção mensal da Hervy alcança 140 mil peças.
Serviço: IX Encontro de Mineradores e Consumidores
III Expocermin Exposição de Equipamentos para Cerâmica e Mineração
I Salão de Arquitetura com Cerâmica
Local: Centro de Convenções da Bahia Salvador
Data: 29, 30 e 31 de agosto
Realização: ABC - Associação Brasileira de Cerâmica
Informações pelo fone (11) 3768-7101 e no site www.abceram.org.br.


