Mercado vive expectativa de melhora
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domingo, 09 de novembro de 2003
Erika Zanon<br> Reportagem Local 
Depois da recessão econômica pela qual passou o País nos últimos meses, a expectativa do mercado imobiliário em Londrina é a melhor possível. A aposta está relacionada com o pequeno, mas sólido, crescimento dos últimos dois meses, e também ao fato dos bancos estarem liberando mais crédito para o financiamento de imóveis.
O cenário local, segundo a perspectiva da maioria dos empresários do setor, é bastante positivo. A esperança, de acordo com o presidente do Sindicato das Empresas de Compra, Venda e Locação de Imóveis de Londrina (Secovi), José Luiz Assis, é que os negócios tenham um crescimento de pelo menos 10%.
Um ponto de incentivo para a retomada dos negócios, segundo empresários e consultores, é a queda dos juros. ''O inimigo do mercado são os juros altos'', afirma o empresário Raul Fulgêncio, da RF Negócios Imobiliários. Além disso, na opinião do empresário, Londrina é pólo de mercado e recebe muitos investimentos. ''As vendas estão melhorando na área de apartamentos pequenos e as locações estão mantendo a média histórica'', enfatiza Fulgêncio.
A opinião do presidente do Secovi é a mesma. Ele diz que as locações continuam boas e que às vezes até faltam imóveis, principalmente casas, para atender à procura. ''A tendência dos negócios é aumentar agora no final do ano com a movimentação de estudantes'', prevê Assis. As vendas, segundo ele, é que estão precisando de um impulso. Há muita oferta de apartamentos de médio padrão, na faixa de R$ 70 mil. ''A nossa expectativa é que com a liberação de verba para financiamento de imóveis, da Caixa Econômica Federal, as vendas aumentem'', espera.
Para o imobiliarista Luiz Roberto Perez o mercado tem a necessidade de ser otimista, mas infelizmente, os negócios estão precisando melhorar. ''Temos que ser realistas, o mercado está parado'', lamenta. Perez diz que se o governo não tomar medidas para incentivar o mercado imobiliário, como por exemplo, abaixar os juros dos financiamentos, vai ser difícil aumentar as vendas. Em relação às locações de imóveis, o empresário comenta que os negócios são bons, mesmo com o pequeno reajuste dos aluguéis nos últimos meses. Os negócios, na opinião dele, mais fáceis de efetuar são as locações de apartamentos com o preço variando de R$ 250 a R$ 350.
Apesar do mercado estar atípico, como comenta o presidente do Sindicato dos corretores de imóveis de Londrina (Sincil), Juvaldir Bilhão, os negócios estão acontecendo. Ele acredita que a realização de uma venda ou locação depende muito da diplomacia do profissional. ''É preciso saber atender bem as necessidades do cliente para fechar bons negócios'', analisa Bilhão. Para o final do ano, ela espera que todos os corretores efetuem bons negócios. A perspectiva está relacionada com a economia que, segundo ele, está começando a se ''desenrolar''.


