O estilo de vida de cada um pesa muito na escolha por viver em uma espaçosa residência de um condomínio fechado ou em confortáveis apartamentos de médio e alto padrão. Um oferece a privacidade; o outro, praticidade. Os edifícios residenciais geralmente ficam próximos da região central e de escolas e universidades. Já os condomínios horizontais privilegiam o verde e áreas amplas, por isso estão mais afastados do frenesi da cidade.
Os valores também são bastante diferenciados: só os lotes dos condomínios variam de R$ 28 mil a R$ 300 mil. Já um apartamento em região nobre de Londrina custa em média R$ 150 mil. ''Antes da implantação de qualquer projeto, realizamos uma pesquisa qualitativa'', contou o diretor da construtora Teixeira Holzmann, Marcos Fabian Holzmann. A empresa lançou nos últimos anos, quatro condomínios horizontais em Londrina e tem previsão de lançar mais um projeto até o final do ano.
Segundo Holzmann, os lotes são muito bem comercializados e a construtora chega a vender no lançamento cerca de 80% dos terrenos. De acordo com as pesquisas da própria construtora, a cidade ainda oferece um campo grande para investimentos desse gênero. ''As pessoas mostram interesse em adquirir um terreno e construir uma casa'', garante. Ele lembra que a ''cultura da moradia verticalizada'' do município, ou seja, o costume de morar em apartamentos, afasta muitos compradores. ''As pessoas estão acordando agora para essa nova realidade e buscando qualidade de vida''.
O diretor de marketing da Alphaville Urbanismo, Marcelo Puntel, contou que 90% dos lotes do condomínio da empresa, lançado em Londrina em setembro do ano passado, já foram comercializados. ''O projeto foi muito bem recebido, o que nos faz pensar em futuros projetos para o local'', destacou Puntel. Segundo informações da empresa, o condomínio já registra 17,5% de valorização. A Alphaville Urbanismo possui outros três empreendimentos no Paraná - dois em Curitiba e um em Maringá - que somam mais de 4 milhões de metros quadrados de áreas urbanizadas. Juntos, os quatro condomínios paranaenses representam mais de R$ 100 milhões de investimentos, incluindo obras viárias e outras benfeitorias.
Para a gerente regional da construtora Plaenge, Célia Catussi, o mercado londrinense oferece espaço para todos os tipos de investimentos. ''Há muitas pessoas que preferem morar em apartamentos'', lembra. Na opinião de Célia, viver em residências, resulta em custos mais altos com empregados, jardineiros, piscineiros e ainda a desvantagem da localidade, na maioria dos casos, de difícil acesso. ''Isso sem contar o desgaste das obras de uma residência'', conta, lembrando que o apartamento vem ''pronto''.
O professor universitário Carlos Alberto Bruniera é um exemplo desse público que prefere a praticidade. Ele havia comprado um terreno em um condomínio, mas acabou trocando o imóvel por um apartamento. ''É muito mais fácil e prático manter a limpeza'', explicou Bruniera, acrescentando que sempre morou em casa. ''Essa vai ser a minha primeira experiência em apartamentos; espero que dê certo.''

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