Mas a baixa movimentação de veículos não isenta as residências do problema. Os danos, geralmente, são os mesmos que ocorrem em prédios e aparecem inicialmente nos rodapés do piso. ''Quando esse rodapé é feito e não se usa selante, mas rejunte, com a ação do tempo e da água, na hora da limpeza do quintal, esse rejunte sai e a umidade entra. A terra cede, rachando o muro e comprometendo a estrutura da casa'', explica Joel Gaspar, da Rejuntec.
Um outro exemplo apontado por ele é o revestimento das paredes. Ele explica que muitas pessoas confundem problemas de reboco fraco nas paredes com infiltrações. ''Já atendi muitos casos em que se pensava ser uma infiltração e na verdade eram imperfeições na pintura, causadas por massa branca de cal sem a dosagem correta de cimento.''
Problemas dessa procedência podem, de fato, acontecer ocasionando bolor, soltura da massa corrida e da pintura e rachaduras com trincas verticais de sedimentação. ''O correto, nesses casos, é fazer um travamento com selante a base de poliuretano e junta de dilatação, para depois ser feito novamente o reboco e a pintura. Quando a movimentação é intensa se for refeito apenas o trabalho em alvenaria as rachaduras podem reaparecer'', esclarece.
Recorrer ao silicone comum para reparar o defeito não é o procedimento recomendado. ''A vida útil do produto é curta. Quando fazem o reparo com silicone terão que gastar em dobro com o serviço de repintura'', alerta Joel Gaspar. (K.A.)

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