O mercado de locação ganha impulso nos primeiros três meses do ano em Londrina. De acordo com imobiliaristas, essa movimentação é atribuída à crescente concentração de estudantes universitários que se mudam para frequentar uma das cinco instituições de ensino superior disponíveis.
na cidade.
A aposentada Marisa Ribeiro de Oliveira adquiriu um apartamento em um condomínio próximo à Universidade Estadual de Londrina (Uel) há 8 meses para seu filho que é estudante em Londrina. Estudante do quarto ano de medicina veterinária, Caio Ribeiro Coutinho veio de São Paulo realizar o sonho de estudar em uma instituição pública de ensino superior.
Coutinho reside nas imediações da cidade universitária desde que chegou à cidade. Pagou R$ 350,00 de aluguel por mais de três anos, porque sua mãe não conseguia comprar um imóvel nas proximidades. As razões são atribuídas à alta procura por imobiliaristas ou pessoas físicas que enxergam no ramo imobiliário um tipo de investimento. Mas graças às construtoras que estão apostando no ramo, conseguiu adquirir seu próprio apartamento. ''Quando apareceu essa oferta aqui, eu comprei porque o fato de não pagar aluguel traz uma vida mais tranquila'', explicou Marisa.
Foi de olho nessa demanda que a Construtora Almanari investiu na construção de dois conjuntos residenciais nas imediações da UEL O público-alvo é composto por universitários, uma vez que residir na região é vantajoso porque reduz custos com transporte. Também existe a questão do tempo que é bem menor se comparado ao centro ou bairros localizados nestas imediações como as ruas Humaitá e Paranaguá, clássicas por abrigarem as repúblicas estudantis.
Cidades do interior paulista como São Carlos e Campinas cresceram em torno de um público com perfil semelhante. ''Eles vêm de um raio de 400 ou 500 quilômetros para cursar a universidade. A primeira opção é morar perto da Uel para economizar o dinheiro do transporte, tempo e fazer suas refeições no Restaurante Universitário. São empreendimentos atrativos por causa da somatória de fatores'', elenca.
Dentre os tipos de investidores, um é bem característico, aquele que faz a aquisição do imóvel e após concluir seus estudos volta para a cidade natal ou se muda para os grandes centros urbanos. Estes investem em um ''negócio com retorno garantido'' porque podem alugar o apartamento que serve como complemento da renda no futuro.
''É isso atrai novos investidores de cidades como Barretos, Cascavel, Campinas e São José do Rio Preto. Primeiro eles compram como moradia dos filhos, mas depois que se formam e mudam daqui os imóveis se tornam uma opção de investimento ou renda'', reitera.
Foi por isso que Marisa adquiriu mais uma unidade no bloco vizinho de onde reside na Cidade Universitária. Os preços na região variam entre R$ 80 mil e R$ 100 mil. Ela avalia o investimento como um gasto seguro e enxerga nos imóveis ''uma maneira de empatar o dinheiro com segurança''.
Entretanto, caso seu filho consiga se encaixar no mercado de trabalho depois de formado, ela não descarta a possibilidade morar na região por mais tempo que o planejado. ''Eu torço porque a cidade é muito bonita. Ela oferece lazer e uma vida noturna muito agitada. Em cidades do interior de São Paulo, com o mesmo tamanho e número de pessoas, passou das 10 horas da noite não tem mais nada funcionando. Aqui é diferente, tem vida'', contempla.

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