Os investimentos imobiliários no Norte do Paraná crescem aliados à melhora do poder aquisitivo da população e às oportunidades de crédito no setor financeiro. No entanto, junto com o aumento do poder de consumo, também cresce a exigência do comprador em adquirir produtos que garantam confiança, tanto na qualidade quanto no atendimento às suas necessidades. Para o economista João Ricardo Tonin, do Conselho de Desenvolvimento Econômico de Maringá (Codem), o mercado imobiliário em todo o País ainda tem um grande espaço para crescer. Um dos principais motivadores é a melhoria no poder de compra da população, que possibilita planejar a aquisição do imóvel próprio. Mas a confiança passou a ser fator decisivo.

"O consumidor que conseguiu aumentar a sua renda ao longo dos últimos anos constitui hoje um público exigente, que quer qualidade e entrega no prazo. As empresas que conseguem conquistar a confiança do mercado consumidor, atributo que se fortalece muito no chamado boca a boca, são as que estão construindo um mercado com demanda cativa. A região norte do Paraná, especificamente, reflete uma economia produtiva e o setor imobiliário cresce neste cenário quando se tem produtos pensados para o atendimento deste consumidor baseado nas suas expectativas, necessidades e exigências", afirma Tonin.

Para o economista Renato Pianowski de Moraes, chefe do departamento de Economia da Universidade Estadual de Londrina (UEL), o saldo de imóveis não comercializados nos grandes centros é o reflexo dos altos preços praticados. Os imóveis na região Norte do Paraná, como avalia, têm preço justo, diferentemente dos valores que são praticados nos grandes centros do País. A indústria da construção civil sempre foi um dos diferenciais da economia brasileira, observa.

"O atendimento próximo ao cliente e voltado às suas necessidades fortaleceu o setor regionalmente, aliado a atrativos como os showrooms de apartamentos decorados. As vendas estão em alta na camada que está comprando o primeiro imóvel e têm boa participação no segmento de alto padrão. Para a faixa intermediária, valem lançamentos coerentes com a demanda atual de compradores. Os financiamentos imobiliários estão acessíveis e convém aproveitá-los ainda neste ano", destaca Pianowski. (Reportagem Local)

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