O comércio de material de construção, no Brasil, prossegue crescendo em torno de 10% ao ano. Nas contas da Associação Nacional dos Comerciantes de Materiais de Construção-Anamaco, o setor que faturou em 1997 R$ 24 bilhões, pode superar, neste ano, a cifra de R$ 26 milhões. E, a exemplo do que ocorreu em 1996, o consumo formiga (pequenas compras feitas no varejo) é responsável por 60% do total de vendas.
Entre os produtos que se destacaram no ano passado estão o cimento e o PVC (tubos e conexões). Item básico, o cimento poderá atingir cerca de 40 milhões de toneladas em comercialização este ano. Só nos primeiros quatro meses de 98 já foram consumidos mais de 12 milhões de toneladas em todo o país. E o Paraná é responsável por quase 1 milhão deste consumo, sendo metade dele, comercializado entre o consumidor final - o formiga.
Detentora de 20% deste mercado paranaense, a Cimento Itambé (instalada em Balsa Nova, região metropolitana de Curitiba), também prevê crescimento em torno de 10% no volume de produção e vendas. Sobe, em 98, a produção do ano passado de 913 mil toneladas para 1 milhão. ‘‘Apostamos nos dois pontos de vendas: o varejo e no aquecimento da construção industrial parananense, dirigindo nossas vendas diretamente para as grandes construtoras’’, comenta o gerente de vendas da companhia, Lycio Vellozo.
Em Londrina, onde existem cerca de 120 depósitos atuando na comercialização de material de construção, o consumidor final também responde pela metade do consumo de cimento. Entre as maiores revendedoras no varejo, o volume médio de venda mês, em cada uma delas, pode oscilar entre 25 mil a 30 mil sacas do produto.
‘‘Se quantificarmos que, teoricamente, para a construção de uma casa (não edifício), o consumo de cimento equivale a 1,5 saca por metro quadrado, cada um destes depósitos que vendem 30 mil sacas mês, proporcionam o equivalente a 20 mil metros quadrados de obra mês’’, ilustra o gerente Anderson Fernandes. Responsável pelas vendas do Depósito Sanderson, o comerciante que agregou o produto há apenas quatro anos - há 15 anos só vendia areia - diz que hoje o cimento já representa mais de 50% de suas vendas. ‘‘A venda à vista garante ainda o faturamento rotativo da loja’’, completa Fernandes.
Com preço de varejo oscilando entre R$ 6,50 a R$ 6,70 a saca, o cimento usado na argamassa de assentamento, revestimento e na composição do concreto em todo e qualquer tipo de construção, é item prioriário também na composição de produtos que quantificam o CUB-Custo Unitário Básico. Elaborado pelo Sinduscon, o custo do cimento representa, em média, 8% do custo total de uma obra.

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