Mercado de máquinas gira US$ 4 bi por ano
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sábado, 06 de outubro de 2001
Agência Estado<br> De São Paulo 
O mercado de máquinas e equipamentos para construção pesada, infra-estrutura e indústrias de base (como mineração) movimenta US$ 4 bilhões por ano no Brasil e a expectativa é de que cresça de 3% a 3,5% em 2001, puxado por investimentos em pavimentação, energia e telecomunicações, entre outros.
O setor atravessa um momento favorável para investimentos, avalia o presidente da Sociedade Brasileira de Tecnologia para Equipamentos e Manutenção (Sobratema), Afonso Mamede.
Baseado em informações da Associação Brasileira da Infra-Estrutura e Indústrias de Base (Abdib), Mamede afirma que serão investidos US$ 215 bilhões em infra-estrutura no País nos próximos cinco anos. O potencial da construção pesada e das indústrias de base brasileiras alimenta o interesse de empresas estrangeiras, que já dominam o mercado nacional.
As subsidiárias de multinacionais respondem por cerca de 60% dos US$ 4 bilhões que o mercado gira anualmente. Há cerca de 500 fabricantes instalados no Brasil e praticamente não existem companhias de capital nacional no mercado. Segundo Mamede, os outros 40% representam equipamentos importados do Japão, Estados Unidos e Alemanha, entre outros. Esses países são os líderes mundiais do setor.
Somente no ano passado, as exportações norte-americanas para o País somaram US$ 200 milhões, cifra 43,5% maior que a de 1999. ''Tratam-se de equipamentos de grande porte, como os de mineração, que não são encontrados no Brasil'', explica Mamede, acrescentando que é pequeno o número de fabricantes de maquinário espalhados pelo mundo e nem sempre é viável a produção local de máquinas grandes. ''É lógico que, se a demanda continuar crescendo, os fabricantes vão analisar a instalação de unidades aqui'', diz.
Um exemplo é a JLG Latino Americana, empresa que foi instalada em Campinas (SP) e é subsidiária da JLG Industries, cuja sede fica na Pensilvânia, Estados Unidos. A companhia é uma das líderes mundiais na fabricação de plataformas aéreas de trabalho e escavadeiras hidráulicas telescópicas. Os equipamentos são comercializados com as marcas JLG e Gradall.
Para Mamede, o desempenho do setor espelha a globalização da economia. ''Tudo é uma questão de custo'', diz, referindo-se à conveniências das multinacionais instalarem-se no Brasil. A chegada de novos fornecedores reflete-se também no perfil do maquinário encontrado aqui. ''Temos um produto globalizado'', afirma. A atualização tecnológiaca dos artigos fabricados no País os torna atraentes para outras regiões.
Conforme Mamede, não há dados disponíveis sobre a exportação do setor, mas ele afirma que os destinos preferidos pelas companhias brasileiras são os Estados Unidos, a África e a Ásia. ''A Europa não é uma grande importadora de equipamentos'', compara.
Mamede participou da M&T Expo, evento composto pela 4ª Feira Internacional de Equipamentos para Construção e pela 2ª Feira Internacional de Equipamentos para Mineração, realizado em São Paulo.


