Mercado de imóveis faz balanço positivo
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sábado, 05 de agosto de 2006
Betânia Rodrigues<br> Reportagem Local 
O crescimento na disponibilidade de crédito imobiliário e provavelmente a crise na agropecuária elevaram a venda de imóveis em Londrina no primeiro semestre do ano. Segundo Romulo Leandro da Silva, delegado regional do Creci, o aumento variou de 30% a 40% em relação ao mesmo período de 2005. ''Infelizmente, a situação para os imóveis rurais é diferente devido aos prejuízos recentes com a estiagem, febre aftosa e queda no preço da soja'', completou.
As famílias com renda de até cinco salários mínimos foram as principais beneficiadas pelas instituições financeiras. Elas obtiveram 40% da verba liberada nos primeiros seis meses de 2006. O dinheiro foi dividido entre compra de terreno, imóvel, material de construção, reforma e ampliação.
''Boa parte dos investimentos aplicados no setor imobiliário de Londrina vêm da região. Os municípios vizinhos contribuem muito com o crescimento da nossa cidade em diversos ramos de atividade econômica. Como cidade pólo e referência na prestação de serviços, ela atrai pela valorização e liquidez rápida na comercialização de imóveis'', explicou Silva.
A Caixa Econômica Federal, responsável por 90% dos financiamentos imobiliários concedidos no Brasil, emprestou R$ 102.100.954 a mutuários da região de Londrina, no primeiro semestre de 2006. Este valor equivale a 30,5% do total disponibilizado na mesma área em todo ano passado. A expectativa de Roberto Luiz Bachmann, superintendente regional da Caixa, é que até dezembro o banco destine R$ 10 bilhões à aquisição da casa própria no País inteiro. ''Esse é o limite que dispusemos em 2005 e este ano também. O crescimento na obtenção de crédito em 2006 demonstra que a população está mais confiante na política econômica e, principalmente, no controle da inflação'', opinou.
A locação, por sua vez, manteve-se estável no primeiro semestre do ano comparado ao mesmo período de 2005. Marcos Roberto Mincachi Moura, presidente do Sindicato dos Corretores Imobiliários de Londrina (Sincil), estima um crescimento de apenas 10%. ''A estabilidade econômica do País favoreceu também a manutenção nos valores dos aluguéis. Devido às férias escolares, notamos um pequeno crescimento na busca por imóveis, mas nada além das expectativas''.
Em ambas situações, os imobiliaristas afirmam que o cliente está mais exigente. Antes de comprometer sua renda ou economias, ele pesquisa, questiona e reflete muito. ''Por isso, vale a pena o proprietário melhorar as condições do imóvel. No entanto, a taxa condominial continua sendo um dos maiores entraves nas negociações. A dificuldade em reduzi-la assusta o comprador e locatário e estimula cada vez mais a automatização dos edifícios'', completou Silva.


