Mercado de imóveis comerciais está aquecido
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sábado, 01 de julho de 2006
Betânia Rodrigues<br>Reportagem Local 
Quem circula em torno do centro de Londrina acredita que está sobrando imóveis comerciais na cidade, mas isso não é verdade. Conforme o levantamento mensal feito pelo Sindicato da Habitação e Condomínios (Secovi) há cinco anos, entre janeiro e maio deste ano, o número de ofertas publicadas nos jornais varia de 450 a 500 imóveis/mês.
Segundo Rosalmir Moreira, delegado regional do Secovi em Londrina, comparando os números com o resultado obtido no mesmo período de 2005, nota-se o aquecimento tanto na locação quanto na venda.. ''Embora o número de unidades construídas tenha crescido, a quantidade de ofertas caiu. Resumindo, isso significa que a demanda aumentou'', justificou.
É sabido que a negociação de prédios comerciais é mais difícil em relação aos residenciais porque exige um investimento maior e análise mais criteriosa. A localização e o aproveitamento do espaço são fundamentais no desempenho das vendas. De acordo com Marco Antonio Bacarin, gestor de vendas da Canezin Imóveis, a orientação profissional na escolha do terreno ou imóvel, construção e administração (preço de mercado), certamente, diminuiria a quantidade de salas comerciais disponíveis na cidade.
O consultor de vendas da Imobiliária Santa América, Jeferson Moraes, disse que a redução na oferta de imóveis comerciais é menor a cada ano. ''Com exceção do Calçadão, as áreas mais procuradas ainda são rua Souza Naves e as avenidas Maringá, Bandeirantes e Duque de Caxias, onde o metro quadrado é altamente disputado e o investimento em benfeitorias é cada vez maior. Com isso, percebemos que, recentemente, cresceu o interesse de comerciantes também nas imediações da rua Brasil, principalmente para estacionamentos'', comentou.
A divulgação de investimentos públicos e privados na Zona Leste também atraiu a atenção para aquela região. Para Bacarin, a promessa de construção da Universidade Federal Tecnológica (antigo Cefet) e do teatro municipal são os maiores responsáveis.
Baseado na experiência profissional e revistas especializadas, Moreira afirma que investir em imóveis ainda é mais seguro e, atualmente, mais rentável que a poupança, por exemplo. ''A locação comercial está rendendo ao proprietário até 1,0% ao mês, sem contar a valorização que o imóvel adquire com o tempo'', disse o delegado do Secovi ao mencionar a falta de imóveis diponíveis na periferia da cidade.


