Vista aérea do local onde está sendo instalada a Dixie Toga: vinda das indústrias aquece mercadoConsiderado o primeiro segmento de mercado a sentir o peso de uma crise, o setor imobiliário é também o primeiro a usufruir dos benefícios gerados pelo crescimento e desenvolvimento econômico. Na esfera municipal é bastante comum que apenas a perspectiva de um bom projeto e ou estudos elaborados pelo poder público ou sustentados pela iniciativa privada para implantação ou fortalecimento de áreas comerciais, industriais e de serviços, sejam suficientes para impulsionar o mercado como um todo. E, entre estas áreas, a industrial é a mais forte.
‘‘A indústria é fator indutor do desenvolvimento econômico’’, argumenta o presidente da Associação Comercial e Industrial de Londrina. Abílio Medeiros Júnior, também imobiliarista e ex-presidente da Codel. Ele diz que a industrialização constitui uma cadeia de benefícios. ‘‘Como reflexo direto e imediato está a movimentação positiva do mercado imobiliário - loteamentos, construção, venda e locação. No leque de oportunidades induzidas vêm a geração de empregos, a movimentação do comércio e os serviços.’’ Ele sintetiza: ‘‘A aceleração deste processo de desenvolvimento é que fomenta o equilíbrio do comércio e serviços do município’’.
Conhecedores desta oportunidade para novos negócios, imobiliaristas londrinenses iniciaram movimento de apoio às iniciativas municipais de industrialização. Por iniciativa do Sincil, um grupo de 40 corretores participou ontem de um encontro na Codel onde assistiram a um vídeo documentário sobre a implantação da Cidade Industrial e depois saíram em visita às regiões da cidade onde estão ou serão instaladas novas indústrias. Conduzidos pelo diretor de desenvolvimento, Francisco Negri Filho, os imobiliaristas, representantes do sindicato que abriga hoje quase metade dos mais de mil credenciados em atividade na cidade, querem conhecer in loco as necessidades e o que as empresas têm a oferecer e a área física disponível.
‘‘Nosso objetivo é conhecer verdadeiramente todas as potencialidades oferecidas para a realização plena de nosso trabalho, a troca de serviços’’, justifica o diretor do Sindicato dos Corretores de Imóveis de Londrina, Jurandir Luciano. Segundo o imobiliarista esta aproximação é necessária na medida em que a cidade buscou a industrialização como identidade de desenvolvimento. ‘‘Está em andamento o ciclo conduzido por uma corrente formada por elos que podem não ter fim: a indústria que comprou ou ganhou um terreno, vai construir, empregar operários que precisam de moradia e infra-estrutura comercial, educacional e de saúde, que por sua vez precisa estar estabelecida, beneficiando serviços de outras regiões e áreas, que acabam por viabilizar negócios imobiliários em todos os patamares. Resumindo, o setor imobiliário está presente desde a divisão da área física, os loteamentos (industriais e residenciais), até a instalação de empresários e suas famílias, em moradias de alto padrão.’’
Abastecido por uma centena de imobiliárias, localizadas basicamente na área central da cidade, o mercado londrinense de locação e vendas já se abastece de iniciativas mais concretas para aumentar a proximidade com o cliente e a consequente geração de negócios localizados. ‘‘Hoje já existem imobiliárias instaladas e com vida própria, na região dos Cinco Conjuntos, jardins Leonor, do Sol, Pizza e Bandeirantes e Vila Cazoni. A idéia é incrementar ainda mais estes serviços, ou seja, conhecer a realidade de cada uma das regiões e suprir o mais rápido possível as necessidades localizadas.’’
A Cidade Industrial, implantada em 400 alqueires localizados nas zonas norte e nordeste do município, é uma das áreas que compõem o Parque Industrial de Londrina.
Com cerca de 1.800 estabelecimentos industriais já instalados e em funcionamento, o Parque (da economia formal) é composto por cinco cilos, parque das indústrias leves, das pesadas, incubadora e diversas outras distribuídas em várias regiões da cidade.
Não entram, nesta estatística, 600 registros de indústrias informais londrinenses, listados pela Associação do Desenvolvimento da Indústria Informal do Paraná (Adipar), no início deste ano.

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