Mecanização facilita e barateia obras de fundação
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sábado, 07 de março de 2009
Maria Antonieta Toledo<br> Especial para a FOLHA 
Todo projeto da construção civil, independente de sua natureza (predial, residencial ou viadutos), tem como um dos pontos de partida a execução da fundação, que é responsável pela transferência da carga da edificação para o solo. Há várias formas de se executar essa etapa fundamental da construção, sendo uma delas a manual.
No entanto, com o desenvolvimento da indústria da construção civil, foram criados outros mecanismos para substituir o desgaste humano gerado nesta exaustiva fase da edificação. Para fazer a fundação de uma obra é necessário realizar escavações que terão suas dimensões calculadas com base na estrutura da edificação. Quanto mais alta a construção, mais complexas e profundas poderão ser as escavações.
Para realizar o procedimento manualmente, utiliza-se um grande número de trabalhadores, denominados poceiros, que precisam escavar de forma arcaica
antigos poços de água, o que demanda um longo tempo, desgaste físico e os expõem a um risco maior de acidentes.
Já a forma mecânica alia agilidade, precisão e segurança na execução da tarefa. Conforme explica o responsável técnico da Calijuri Fundações, o engenheiro Maycon Almeida, a mecanização do processo trouxe inúmeros benefícios às construtoras. Ao fazer uma fundação com o uso de máquina, como no caso da Calijuri que atualmente dispõem 15 perfuratrizes hidráulicas, é possível agilizar consideravelmente o processo, pois a própria máquina retira a terra enquanto faz a perfuração, sendo muito mais prática. Além disso, são demandadas apenas de três a quatro pessoas para realizar o trabalho, exemplifica.
Entre as formas mecânicas de se fazer as fundações estão a elétrica e a hidráulica, sendo a última delas mais rentável em termos de produtividade. Enquanto uma máquina elétrica escava de 100 a 150 metros por dia. A hidráulica atinge em média 300 metros diários de escavação, calcula Almeida. A perfuratriz hidráulica é instalada em um caminhão, o que facilita a sua locomoção pelo canteiro de obras e não faz uso de energia elétrica ou mesmo água durante o processo, contribuindo para a economia e limpeza durante a sua utilização.
Desde o início de sua utilização, nos meados dos anos 90, até os dias de hoje, a mecanização na execução das fundações vem se tornando cada vez mais acessível em termos financeiros, o que tem levado grande parte das construtoras a optar por esse tipo de prestação de serviço.
Por ser uma das pioneiras na utilização da perfuratriz hidráulica no norte do Paraná, a Calijuri Fundações, que possui sede em Maringá, tem conquistado boa clientela na cidade de Londrina, onde se destacam as grandes construtoras. A empresa, que completa 40 anos em 2009, possui máquinas suficientes para executar diversas obras ao mesmo tempo, sendo que só em Londrina estão em execução 13 torres.
A facilidade advinda com a mecanização do processo de fundação levou a Calijuri a investir no final do ano passado cerca de R$ 700 mil na aquisição de uma nova perfuratriz hidráulica com capacidade record de perfuração em toda a região, que chega a atingir os 27 metros de profundidade e um metro e meio de diâmetro. É com esse equipamento que a empresa está realizando a fundação de um edifício em sua cidade sede que contará com quatro subsolos.
Além disso, a empresa também investe na fabricação de máquinas para utilização própria, aumentando o oferecimento de equipamentos de última geração para seus clientes. Recentemente, a empresa filiou-se à Associação Brasileira de Empresas de Engenharia de Fundações e Geotecnia (ABEF), garantindo dessa forma seu acesso a mecanismo de aperfeiçoamento e melhoria contínua de seus trabalhos.


