Mármore mantém o poder de sedução
Célia Baroni
De Londrina
A beleza do mármore sempre encantou a humanidade. Conhecido e trabalhado desde a antiguidade, este material mostra todo seu encanto em estátuas e monumentos esculpidos há séculos e até milênios atrás. Está na estátua da Pietá, exposta na Basílica de São Pedro e na sensibilidade de Moisés, obras de Michelângelo expostas em Roma. Nos pisos das igrejas, nos palácios e casarios, o mármore sempre foi sinônimo de luxo e refinamento.
Altamente resistente e de fácil manutenção, o mármore atravessou os séculos sem perder seu poder de sedução. Definitivamente é um clássico. A grande variedade de tonalidades e matizes fazem dele um material versátil que se adapta com elegância a qualquer design, estilo e ambiente. Confere classe e, nos dias de hoje, quando a praticidade e durabilidade têm a mesma prioridade que a estética, ele ganhou ainda mais ênfase.
O empresário Roberto Ruzsilla, sócio gerente de uma das mais tradicionais marmorarias de Londrina e de uma importadora, explica que a procura pelo material tem aumentado ano a ano. O consumidor está cada vez mais exigente e melhor informado. Quando o assunto é a sua casa ele busca qualidade, beleza e durabilidade, frisa. Ruzsilla diz que o aumento da oferta reduziu o preço do produto e tornou-o mais acessível. A qualidade do serviço é outro atrativo que, segundo ele, dá mais segurança ao consumidor levando-o a escolher o mármore.
O artesão e empresário Leopoldo Romagnoli, há 40 anos na profissão de artesão especialista em mármore, é considerado um dos melhores do País. Não há o que ele não consiga fazer com este material. Peças pequenas, formas arredondadas, bisotês, desenhos intrincados, mosaicos, etc.; nada o intimida. Conhecedor da pedra, ele mostra as placas de mármore especificando sua origem e o tipo.
Cada tipo de mármore tem cor e veios diferentes e recebem seu nome de acordo com a região onde é encontrado. Mole, ele permite trabalhos magníficos, diz enquanto acaricia as placas, tirando a poeira e evidenciando as tonalidades e características de cada um. Os tipos mais requisitados são os importados; o italiano, espanhol e o norueguês. A gama de variedade de cores dos mármores estrangeiros, e a sua resistência (são mais duros que os brasileiros) são os principais motivos da preferência.
No Brasil, há apenas cerca de oito tipos de mármore, e ele costuma ser menos resistente que o importado em consequência da diferença da composição do solo e da idade das minas. Só a marmoraria onde Ruzsilla e Romagnoli são sócios trabalha com mais de 11 tipos de mármore importado. O mármore brasileiro que tem mais procura é o travertino, que, além de beleza, tem uma qualidade muito próxima ao do importado e é encontrado pela metade do preço.
De natureza porosa, o único fator limitante do mármore é que ele risca com certa facilidade. Não é indicado para pisos ou tampos de mesa em locais de trânsito intenso e onde se arrasta móveis constantemente, adverte Ruzsilla. Mas é ideal para ambientes nobres como pisos de salas de estar, banheiros e tampos de mesas, criados-mudos e mesinhas em geral. Os cuidados são simples: cera incolor uma vez por semana e uma flanela diariamente para os móveis ou um pano úmido para pisos.Pedra que é sinônimo de refinamento e luxo ganha ênfase nos dias atuais, em que a praticidade e durabilidade são tão importantes quanto a estética
Leopoldo Romagnoli/DivulgaçãoMármore crema valencia (espanhol), com fóssil de caramujoLeopoldo Romagnoli/DivulgaçãoPiso em mármore com detalhes em cabuchons em vários tipos de mármore e granitoLeopoldo Romagnoli/DivulgaçãoPé de mesa em mármore travertinoLeopoldo Romagnoli/DivulgaçãoMesinha em ferro com tampo em mármore italiano SaloméLeopoldo Romagnoli/DivulgaçãoMesinha toda em mármore Aurora Prata com desenhos em mármore sepertinita e branco e granito aquamarine e mármore branco





