Bonito, atual e prático. O mármore acompanha as épocas e estilos de vida sem arranhões na sua imagem de material nobre e perfeito. Embora ainda prevaleça a preferência pelo mármore importado, o mármore brasileiro têm chamado a atenção dos profissionais ligados à decoração de interiores. Nas mostras de decoração em todo o país o mármore nacional tem revestido pisos, servido para tampos de mesas e escadas, ressaltando a elegância da simplicidade.
‘‘Além de ser um produto paranaense, explorado quase que com exclusividade no Estado, é um material bonito e resistente, com qualidade de importado e um custo bem mais acessível’’, afirma Carla Kiss, arquiteta de Curitiba. Ela explica que a sua durabilidade e visual não devem nada ao material importado. Para ela, o mármore tem todas as qualidades exigidas pelo estilo contemporâneo e é perfeito para compor ambientes com uma proposta clean.
Carla Kiss afirma que não teve dúvidas na hora de escolher o material para revestir a escada e a sala de coleções, ambientes da Casa Cor Paraná 2001 – encerrada na semana passada em Curitiba. Ambientes com um espírito jovem e prático, eles pediam, na interpretação da arquiteta, a predominância de cores claras e leveza.
O mármore branco ampliou visualmente o espaço originalmente estreito e escuro da escada, ilumimando o local e garantindo a segurança reforçada pelo corrimão. ‘‘O branco é perfeito para ambientes pequenos e, aliado à nobreza do mármore, compõe sempre espaços agradavelmente elegantes’’, afirma.
Dando continuidade à proposta, o piso da área embaixo da escada também ganhou revestimento em mármore Branco Paraná. O espaço virou sala para guardar coleções e objetos queridos. Um nicho abre espaço para uma estante em vidro e laminado de plástico branco.
Além dela, outros três arquitetos que participaram da Casa Cor Paraná também usaram o mármore Branco Paraná. Ele compõe o piso do Loft da Terceira Idade, assinado por Jayme Bernardo; da Associação dos Amigos do Hospital de Clínicas, da Archis Arquitetura e reveste ainda a lareira do Loft de Hóspedes das arquitetas Doriane Wagner e Michele Leal.
O mármore branco importado também apareceu com ênfase em vários outros ambientes da Mostra como a varanda principal e terraço superior, projeto da arquiteta Christine Bley Curial. O mesmo aconteceu na Casa Cor de São Paulo, comprovando que o uso do mármore, em especial o branco, continua sendo uma tendência em alta.
Pedra de dureza semelhante a algumas variedades de granito, o Branco Paraná tem baixo grau de porosidade. Esta qualidade faz dele um bom revestimento para pisos, mesmo em locais de circulação intensa, e também das chamadas ‘‘áreas molhadas’’. Eterno ou ‘‘quase’’, ele é de fácil manutenção. Risca, mas com o tratamento adequado pode ser recuperado e voltar a ter a aparência de novo.
O único quesito onde o mármore importado ganha do nacional é a variedade. Material orgânico, o mármore demora milhares de anos para ser formado. O tempo e o tipo de solo são os motivos que justificam o fato do mármore nacional ter menos variedade. O mais requisitado é o Branco Paraná, que tem sido utilizado em substituição ao mármore carrara branco.
‘‘O Branco Paraná tem uma relação custo-benefício excelente e é um de nossos carros-chefe no mercado interno’’, confirma Simone Fleischfresser, do departamento comercial da Michelangelo Mármores e Granitos, de Curitiba.

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