Manutenção é fundamental para evitar gastos e acidentes
A manutenção periódica é a única forma de evitar gastos inesperados e acidentes. A limpeza de calhas, a extinção de vazamentos e a observação visual são itens desse trabalho que, após a conclusão da obra, cabe ao proprietário.
Nos últimos anos, as construtoras entregam aos clientes dos novos empreendimentos manuais sobre o imóvel com o mapa da tubulação, materiais utilizados, dicas de conservação, riscos, entre outras informações. Os prédios públicos, normalmente, dispõem de encarregados para essa tarefa.
Independentemente da categoria a qual pertença, o dono ou responsável pelo imóvel poderá ser denunciado pelo Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (CREA) ao Ministério Público caso seja relapso no cuidado do patrimônio.
Durante a construção, qualquer dúvida ou problema recairá sobre o responsável técnico, que pode ou não ser o autor do projeto. Segundo o engenheiro civil Júlio Cotrim, especialista em gestão de qualidade para a construção civil, uma obra segura e eficiente necessita do conhecimento em estrutura mecânica, hidráulica, elétrica e arquitetura. ''Aliás, isto faz parte da lei nº 5.194, de 24 de dezembro, de 1966, que regula o exercício dos profissionais de engenharia, arquitetura e agronomia'', acrescentou.
A ocupação do imóvel depende da liberação do 'Habite-se', que é um documento fornecido pela prefeitura após a conclusão da obra. A monografia que Cotrim elaborou ao final do curso de graduação tratou justamente do 'Habite-se'. Sua idéia era torná-lo periódico, com prazos variavéis de renovação para residências, comércio e indústria, para garantir a segurança. A proposta foi levada à Câmara Municipal de Londrina, mas não chegou a ser discutida em plenário. ''O maior entrave é quem bancaria este serviço: o proprietário, a Prefeitura, alguma entidade ligada à construção civil ou a união entre eles'', explicou o engenheiro. (B.R.)





