Mansão retratava charme da época
Construída na década de 50, com projeto assinado pelo arquiteto Edmir Silveira DAvilla, a antiga mansão da rua Agostinho Leão Junior, foi residência do engenheiro civil Agostinho Ermelino de Leão Filho e família.
A casa, entretanto, ganhou mais notoriedade, nos últimos tempos, por ter sido sede da Procuradoria de Investigação Criminal (PIC). Há alguns meses, o local sofreu um incêndio criminoso, por conter provas sobre os crimes ligados ao narcotráfico, investigados por uma CPI na Assembléia Legislativa.
Agostinho foi um empreendedor e admirador da arquitetura, idealizando a construção de uma casa que retratasse o charme das edificações típicas da época. O projeto foi fundamentado em casas americanas e européias, de onde os proprietários se inspiraram para construir beirais largos e calhas não aparentes, até então inéditas em Curitiba.
Industrial da área do mate, Leão Filho foi presidente da Matte Leão durante muitos anos. Também presidiu a Federação das Indústrias do Paraná (Fiep) e o Instituto Brasileiro do Mate, além de ter sido sócio fundador da Sociedade Hípica Paranaense. Isso permitiu que importasse materiais inéditos da arquitetura na época. (M.G.)





