Maioria é inquilina
Mario CesarSandro Zarpeão e Luciano Salinene: aluguel rachado com amigosSó a UEL tem 13.450 acadêmicos. Doze mil são estudantes dos 39 cursos de gradução; outros mil fazem especialização em diferentes áreas; e 450 realizam mestrado e doutorado.
Mesmo sem dados estatísticos atualizados, estima-se que boa parte dos cursos são frequentados, na maioria, por estudantes de fora da cidade; jovens que ‘adotaram’ Londrina como sua moradia após ingressarem na universidade.
Isto ocorre principalmente na área da Saúde e de Exatas, e em boa parte dos cursos de Humanas. O curso de medicina, por exemplo, que só neste vestibular de inverno terá as 40 vagas disputadas por nada menos que 5.403 inscritos, é também o que (presume-se) registra o maior número de alunos que vieram de fora. Isto é explicado pela lógica: como são poucos os cursos de medicina ofertados no país, eles acabam sendo procurado por candidatos do Brasil todo.
O contrário ocorre com os cursos de licenciaturas. Letras, pedagogia, história, geografia, filosofia, física, química e ciências sociais, por exemplo, são realizados em sua grande maioria por alunos da própria cidade. Outro dado: 65% dos cursos ofertados pela UEL são realizados no período diurno - matutino, vespertino ou integral.
Curso que também é bastante disputado entre candidatos de outras cidades e estados brasileiros é o de direito noturno. Neste inverno, foi o segundo mais procurado para o vestibular da Univerdade de Londrina - são 1.540 inscritos para as 60 vagas ofertadas.
Conquistando uma das vagas, há cinco anos, o acadêmico de direito Luciano Salinene, 26 anos, trouxe na bagagem que veio de Cornélio Procópio, também o aval da família para ‘‘rachar’’ o aluguel com outros cinco amigos. ‘‘Moro em uma ampla e confortável casa, com custos diluídos entre os colegas’’, diz ele.
Juntos, no imóvel alugado, estão três já formados, que também vieram de fora e acabaram por ficar na cidade para exercer a profissão, ‘‘outro que só trabalha’’ e o dono da casa, um dia também estudante. Realizando estágio na Procuradoria da República, Luciano acredita que não conseguirá mudar de status tão cedo. ‘‘Vou continuar em Londrina depois de formado e, acho que como inquilino ainda por um bom tempo’’.
O companheiro de estágio, Sandro Heleno Moraes Zarpeão, vive situação semelhante. A família mora em Paraguaçu Paulista e ele está, também há cinco anos, dividindo um apartamento, localizado na área central de Londrina, com outros dois estudantes universitários. (L.B.)

mockup