Qual o melhor tipo de luminária para ler um livro? E para valorizar um canto especial do ambiente? ‘‘Cada canto pede uma peça diferente, dependendo da localização, espaço físico (tamanho e projeto arquitetônico) e do gosto do usuário’’, responde a especialista em iluminação, Neide Gritzback Figueiró. Mas as luminárias de chão representam sempre uma ótima escolha porque ‘‘criam um clima’’, ajudando a transformar o ambiente conforme o momento.
O tamanho também contribui para fazer dela uma peça necessariamente importante na decoração. Neide Figeiró, explica que, aproveitando esta característica, as luminárias de chão têm ganho uma atenção especial.
‘‘A tendência é agregar à funcionalidade o belo e o artístico. Está nisto o diferencial do produto’’, comenta. Presente em todos os setores, esta tendência que sempre prevaleceu mais nos lustres, vem aparecendo com muita ênfase nas luminárias de chão.
Esse movimento – que valoriza volume, formas, cores e transparências – começou há cerca de dez anos na Europa e chegou ao Brasil há aproximadamente cinco anos. Lentamente, vem se sobrepondo a um período em que as luminárias, principalmente as de chão, tiveram sua forma relegada a segundo plano.
Foi o boom das luminárias de chão secas. Simplificadas ao máximo, elas deixavam aparente e evidente toda a tecnologia empregada na sua concepção. ‘‘O que mudou foi a valorização do trabalho do designer’’, argumenta.
O resultado, diz, é que a beleza das formas voltou a ter importância equiparada à da funcionalidade. Hoje, as peças aparecem com o perfil do designer, o que lhes imprime o valor de ‘‘arte’’. A consequência direta é que a luminária têm sua importância decorativa multiplicada.
Neide Figeiró, explica que, de forma simplificada, o mercado é composto por duas tendências: o tradicional e o arrojado. Os tradicionais amam linhas clássicas com perfil de ‘‘passado’’, valorizam o requinte e o calor humano. O lado arrojado busca permanente novidades. E, dentro de cada estilo estão uma infinidade de nuances de gostos.
Uma leitura mais atual, comenta Neide, mostra que as transparências e alumínios continuam prevalecendo. O motivo: são as que mais se aproximam do modo de viver contemporâneo. Mas elas também estão mais ‘‘cheias’’ e ‘‘desenhadas’’; no seu desenho, as linhas são trabalhadas com volumes e formas marcantes.
Nas luminárias de chão, as cores tem um ‘‘qu꒒ de impressionismo. Aparecem nas peças mais ousadas. Mesmo sem abrir mão da funcionalidade, as peças assumem como objetivo principal a ‘‘montagem do cenário’’ usando todo o efeito decorativo da luz e da própria peça.
Todo cuidado é pouco quando o assunto é cor, reforça Neide Figeiró. Especialista em projetos de iluminação, ela esclarece que as peças muito coloridas precisam ser utilizadas com ‘‘bom senso’’, para não pesar no ambiente. Uma luminária de pé como a ‘‘orbital’’, por exemplo, limita o número de objetos decorativos no ambiente.
O projeto de iluninação, lembra, deve, antes de tudo, pensar a iluminação de ‘‘trabalho’’ para oferecer conforto. No caso de um lugar para leitura, ela recomenda a escolha de uma luminária de chão com uma haste móvel que possa acompanhar a altura do usuário quando ele estiver sentado. A lâmpada têm de ficar a uma altura média de 1,20 metros.
Poder direcionar ‘lâmpada’ é outro conforto importante para quem vai ler. Vale a dica para escolha da lâmpada. Embora a indicação varie de acordo com o tamanho da sala, sua potência tem de ser de 60W a 100W. Já para quem busca marcar um pequeno espaço do ambiente, e prefere uma luminária de chão, o ideal é trabalhar com uma peça que propicie uma luz difusa. São aquelas que jogam a luz para o alto. O modelo, é você quem escolhe.