Loteamentos crescem em Maringá
O município de Maringá, que sofreu um boom em número de novos loteamentos na década de 70, voltou a ter uma evolução significativa neste setor. A partir de 1990 até o ano passado, foram abertos 68 novos loteamentos, representando um aumento de 43% em relação à década de 80. As regiões Norte e Oeste são as que mais oferecem loteamentos para todas as classes sociais.
De acordo com o gerente de topografia da prefeitura, José Antonio Luciano, na região Norte da cidade os novos loteamentos preecheram vazios urbanos que acabavam desvalorizando os imóveis de bairros antigos. Já a região Oeste, garante ele, é a área com maior potencial para abertura de novos bairros. Ao contrário da Zona Norte e Sul, onde os loteamentos estão na divisa com a área rural, na parte Oeste de Maringá, ainda resta uma vasta área para ser explorada.
Segundo Luciano, o crescimento no número de loteamentos nos últimos anos não se compara com a década de 70, quando foram abertos 72 novas áreas para lotear, representando na época, um aumento de 192%, em relação à década anterior. Mesmo assim, destaca ele, a evolução do setor nesta década, revela o potencial de Maringá que vem se fortalecendo com a instalação de novas empresas, principalmente na área de serviços.
Para evitar um crescimento desordenado e manter o nível de qualidade dos moradores, os novos loteamentos só são liberados após a aprovação da prefeitura. No projeto tem que constar um cronograma de obras de infra-estrutura básica, incluindo inclusive a pavimentação.
Conforme Luciano, a pavimentação não é prevista na legislação federal, mas os municípios têm autonomia para regulamentar o setor através de decretos. A atual administração municipal de Maringá, segundo ele, exige que os novos loteamentos apresentem uma infra-estrutura básica completa. O prazo para a implantação da infra-estrutura é de 12 meses, e só depois de concluída é que fica liberado para a construção de residências.
Apesar do rigor da lei, entretanto, alguns novos loteamentos estão com os cronogramas de obras atrasados. O loteamento Indaiá, na Zona Oeste de Maringá, por exemplo, já conta com várias casas, mas o asfalto ainda não chegou no local. Já acionamos todos os loteamentos que estão atrasados com o cronograma e agora eles estão começando as obras, garante Luciano.Marcos NegriniApesar de proibido, alguns loteamentos liberam a construção antes de pavimentar as ruasLucinéia Parra





