Arquivo FolhaOcupação racionalO Palmas do Arvoredo foi planejado para 15 mil habitantes

Planejar a ocupação da praia de Palmas (SC), para evitar problemas como a superpopulação e a degradação ambiental é a principal proposta do empreendimento Palmas do Arvoredo, um loteamento de 830 mil metros quadrados, que está sendo lançado pela Palmar Empreendimentos Imobiliários e Turísticos. A praia de Palmas fica no município de Governador Celso Ramos (cerca de 46 quilômetros ao norte de Florianópolis). Os paranaenses chegam ao local pela BR-101.
‘‘Quando tudo estiver em pleno funcionamento teremos 15 mil pessoas veraneando no local, contra até 50 mil pessoas em outras praias de Santa Catarina’’, diz Mário Petrelli, diretor-presidente do grupo que toca o empreendimento, o Petrelli e Prolik. ‘‘Como todo empreendimento, este também visa ao lucro, mas sem a exploração indevida da natureza’’, acrescenta.
As vendas estão sendo direcionadas tanto para pessoas físicas como para incorporadores dispostos a construir no local, desde que respeitem o planejamento urbanístico do arquiteto Sérgio Sclovsky, autor de outros projetos semelhantes como Jurerê (Florianópolis/SC) e Aldeia Galeão (Garopaba/SC).
MarketingO projeto do Palmas do Arvoredo foi orientado por uma pesquisa de mercado no litoral da região sul do País. ‘‘A idéia é não vender apenas lotes, mas um empreendimento devidamente programado’’, diz Jaime Ramos, da JJ Associados, que está cuidando da comercialização em cinco estados (RS, SC, PR, SP e MS). ‘‘Quem adquirir hoje sabe exatamente o que vai ter em mãos daqui a três, quatro ou cinco anos’’, completa.
O projeto urbano prevê terrenos para residências - com 450 metros quadrados em média -, áreas para casas geminadas e para prédios de três, quatro e oito andares, além de zonas comerciais. Uma novidade é a ausência de tráfego de carros na beira-mar, que terá apenas um calçadão para circulação de pedestres. O acesso de veículos à praia será feito por uma via perpendicular à praia, arborizada com 200 palmeiras imperiais e outras árvores de sombra.
O calçadão à beira-mar terá postos a cada 300 metros com bar e restaurante, chuveiros, piscina de água salgada para crianças, play ground e rampa para barcos. ‘‘O destaque do projeto é a falta de mesquinharia dos empreendedores, que me permitiram tirar área dos lotes para valorizar a praia’’, diz Sclovsky. ‘‘A legislação permitiria ter 50 mil habitantes na região, mas vamos ter bem menos’’, completa.

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