Loteamento investe na preservação ambiental
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domingo, 12 de fevereiro de 2006
Betânia Rodrigues<br>Reportagem Local 
Leiteiro, jangada, cedro, açoita cavalo, canela e o capixingui são algumas espécies de plantas nativas que ocupam o fundo do loteamento Columbia D, instalado entre a PR-445 (Rodovia Celso Garcia Cid) e o Córrego Esperança (região Oeste de Londrina). O imenso ''quintal'' de 80 mil metros quadrados serviu de cenário, domingo passado, para um passeio ecológico dos futuros moradores, organizado pela construtora Vectra e a Organização Não-Governamental Meio Ambiente Equilibrado (ONG MAE).
Cerca de 40 pessoas foram guiadas por ecologistas numa trilha de 500 metros aberta no mato. Durante o caminho, obtiveram informações sobre a fauna e flora da região que serão preservadas com apoio da associação de moradores.
O Columbia D é formado por 529 lotes de, aproximadamente, 250 metros quadrados cada, localizados entre os Jardins Columbia B e C e o Sabará. As obras no local foram liberadas há 40 dias.
O frentista Roberto Rômulo Romeiro e a esposa Maria de Lourdes Resende Romeiro foram os primeiros compradores e aproveitaram a caminhada ecológica para conhecer melhor o investimento. ''Mudamos de Cuiabá (MT) para o Paraná há um ano e gostamos desta área pela localização (próximo ao campus da Universidade Estadual de Londrina e Shopping Catuaí) e infra-estrutura. Pretendemos começar a construção assim que vendermos nossa casa em Mato Grosso'', disse o casal, que, atualmente, vive em Cambé (13 km a oeste de Londrina).
O aposentado José Batista dos Santos e a mulher Irene foram checar a aplicação do dinheiro que o filho conquistou com muito trabalho em Portugal. A sugestão da compra foi de Seo José, que mora com a esposa no Jardim Novo Bandeirantes, divisa com Cambé e próximo ao Columbia. ''Lá, vivem meus pais e quase todos meus irmãos'', justificou o aposentado.
Ao ouvir sons de pássaros e a notícia que, beirando o córrego, é possível encontrar capivaras, porcos espinhos, veados e siriemas, o garoto Renan Antonio Soares logo perguntou assustado: ''Aqui tem onça também?'' A resposta negativa e risonha dos pais tranquilizou Renan que observava todos os detalhes da trilha. Segundo Carlos e Marli Soares, a família está acostumada à casa com quintal de árvores frutíferas e a preocupação com a natureza foi importante na escolha pelo empreendimento. ''Acho que isso valorizará muito nosso investimento'', disse Carlos.
Apesar das visitas constantes dos ambientalistas desde novembro do ano passado, o grupo ainda encontrou na área pneus, sacos plásticos e papel. Diante disso, Carlos Eduardo Levy, da ONG MAE, avisou que a próxima etapa será uma limpeza geral com apoio dos futuros moradores.
Segundo Manoel Luiz Alves Nunes, proprietário da loteadora, a idéia é repetir passeios semelhantes todos os meses para aproximar cada vez mais a ONG e a associação de moradores. ''Queremos resgatar noções de cidadania, partindo do respeito ao meio ambiente e, consequentemente, ao ser humano'', explicou.


