Para quem trabalha com arquitetura, Londrina é um prato cheio. A cidade está antenada com tudo o que há de vanguarda no mundo em relação a móveis, obras de arte, materiais, e o que é melhor: o londrinense é arrojado, sempre aberto para o ''novo''.
A afirmação é da arquiteta Andréa Torchi, especialista em arquitetura residencial. Natural de Maringá, ela formou-se em Londrina em 1993 e atua profissionalmente na Cidade há sete anos, atendendo as classes A e B.
''Talvez pela própria história e colonização do Município, em Londrina as pessoas inovam mesmo na arquitetura, aceitam muito bem o que vem de fora, estão antenadas com o futuro'', observa Andréa Torchi, que fez especialização em Los Angeles, nos Estados Unidos, e de lá trouxe muitos conceitos aplicados hoje no seu trabalho.
Grande parte dos projetos realizados pela arquiteta em Londrina já prioriza as práticas ecologicamente corretas como aproveitamento de água da chuva e da energia solar. ''A maioria já pede isso, antes da minha sugestão. Mesmo que o projeto encareça um pouco na hora da implantação, as pessoas têm consciência que a relação custo-benefício é muito boa'', repara.
''Além de serem viáveis economicamente, são práticas que ajudam a preservar o planeta. Londrina se preocupa com isso'', completa. Segundo Andréa Torchi, uma tendência cada vez mais comum na Cidade é o aproveitamento da energia solar não só para aquecer a água utilizada na cozinha e no banheiro das residências, mas também no aquecimento da piscina.
Quando o assunto é matéria-prima, a arquiteta considera Londrina uma ''mini-São Paulo''. ''Podemos não ter a mesma quantidade e variedade, mas temos qualidade. Há pouco mais de cinco anos ainda buscávamos muita coisa fora, hoje não. Na parte de mobiliário, a Cidade se destaca com móveis de designers. Temos muitas opções em objetos de decoração, boas galerias, antiquários, marchands'', enumera.
Na avaliação da profissional, o londrinense se preocupa muito com o conforto, a funcionalidade e a beleza de sua residência, mas a cidade deixa um pouco a desejar em relação à estética das fachadas comerciais e à preservação de seu patrimônio histórico.
A exceção, segundo a arquiteta, fica por conta de lugares como a Gleba Palhano - atualmente o bairro mais valorizado de Londrina, localizado na Região Sul, próximo ao Lago Igapó 2 -, onde os modernos edifícios e estabelecimentos comerciais compõem um cenário requintado. ''É um lugar lindíssimo, bem planejado, e que se tornou mais uma mini-cidade dentro de Londrina'', diz.
Para Andréa Torchi, a tendência é que o município, futuramente, se organize cada vez mais em mini-cidades. Ela cita como exemplos as regiões da avenida Harry Prochet (Região Sul) e dos bairros localizados entre as avenidas Maringá e Arthur Thomas (Região Oeste). ''São regiões com características definidas, onde você já pode encontrar de tudo. Antigamente, isso acontecia só com os Cinco Conjuntos (Região Norte). Veja o Com-Tour (o primeiro shopping construído em Londrina, na Região Oeste), está se revitalizando para atender o desenvolvimento daquela região'', oberva.

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