Mais de R$ 50 milhões estão previstos no orçamento da Caixa Econômica Federal para serem investidos este ano no setor imobiliário de Londrina e região. A verba será dividida entre os programas de crédito do banco para construção ou compra de imóveis populares, de classe média e comercial.
Fora isso, a cidade ainda pode conseguir verbas destinadas ao Programa de Arrendamento Residencial, que soma mais de R$ 1 bilhão; ao Programa de residências associativas ao preço de custo, no valor de R$ 1 bilhão e pode abocanhar mais uma fatia do R$ 1,3 bilhão destinado aos financiamentos de imóveis na planta.
Sobre a distribuição dos R$ 52 milhões que já estão previstos para este ano, o gerente de mercado da Caixa em Londrina, José Roberto Matheus explica que R$ 9 milhões irão para o Programa Construcard, destinado à compra de materiais de construção para imóveis residenciais. A taxa de juros desse programa é de 1,65% ao mês, com prazo de pagamento de até 36 meses. ''Não existe um limite de renda familiar para aderir a esse programa'', destacou o gerente.
O Crédito Caixa Residencial, outra alternativa para financiamento também é sem limites de renda. Para este programa estão disponíveis R$ 8,5 milhões para compra de imóveis residenciais e comerciais. Os juros são de 13,07% e 18% ao ano, respectivamente, e ainda acrescidos da Taxa Referencial (TR). ''Essa modalidade é para classe média, que empresta em torno de R$ 50 mil para completar a quantia necessária para comprar um imóvel'', disse Matheus. O prazo de pagamento nesse caso é de até 72 parcelas.
Já a Carta de Crédito do Fundo de Apoio ao Trabalhador (FAT) é destinada apenas para compra de imóvel novo. Esse recurso é do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e tem uma taxa de juros 5,50% ao ano, mais a taxa de juro a longo prazo (TJLP). O prazo de parcelamento é de 15 a 17 anos. O banco vai liberar R$ 1,5 milhão para esse financiamento.
Já os programas populares como a Carta de Crédito FGTS para material de construção e a Carta de Crédito FGTS para compra de imóvel novo ou usado exigem um limite de renda familiar. Para o primeiro foram destinados R$ 7,5 milhões e R$ 23,5 milhões para o segundo. Nos dois casos a renda familiar tem de ser de até R$ 1,2 mil. No primeiro caso a taxa de juros varia de 6 a 8,16% ano e no outro varia de 6% a 10,16% ao ano.
Os empresários locais, segundo Matheus, também podem conseguir parte do R$ 1,3 bilhão que o banco vai liberar para pessoas jurídicas, por conta do Programa de Apoio à Produção. Ele explicou que o valor da renda é limitado a R$ 80 mil. O prazo de pagamento é de 60 meses e a construção deve ser feita em até 24 meses.

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