Colado ao crescimento do mercado imobiliário local de alto padrão, Londrina terá, a partir da segunda quinzena de março, o primeiro prédio automatizado do Paraná com a inauguração do setor de automação residencial na cidade, responsável pelas ''casas inteligentes''. Com um investimento de R$ 600 mil na construção do show room, o empresário Celso Bruschi abre o primeiro espaço integrado em sistemas de informatização.
''É a possibilidade de ter a casa dos Jetsons'', brinca, em referência ao desenho animado ''futurista'', criado em 1963, que virou onda nos anos 80, quando o estilo de vida prático e confortável com o uso da tecnologia passou de fato a ser possível em escala.
O ramo de automação residencial cresce em grandes centros e capitais, como Curitiba, São Paulo, Rio de Janeiro, mas ainda é incipiente no interior.. ''Nos outros lugares é um setor que já está fervendo'', aposta o empresário. Considerado negócio de alto padrão, segundo a Associação Brasileira de Automação Residencial (Aureside) é um mercado para consumo de apenas 4% da População Economicamente Ativa do país, cerca de 3 milhões de pessoas.
O lançamento em Londrina, em março, será para construtoras, engenheiros, arquitetos e empresários da Cidade e também de Maringá que podem levar à frente projetos de residências inteligentes desde a planta. ''Se saiu alguma novidade lá fora, teremos aqui em Londrina'', assegura. Segundo o empresário, é possível começar uma automação básica da sala de ''home theater'', com controles de iluminação, áudio e vídeo por R$ 10 mil até ampliar os sistemas para toda a casa, com projetos completos que ultrapassam R$ 50 mil.
O show room em construção na Avenida J.K. é projetado como um espaço de interação, onde o interessado poderá operar e simular as melhores formas de desenhar salas de áudio e vídeo e controlar funções nas residências. Pode ser o controle do travamento de portas, abertura e fechamento de cortinas, temperatura e música de diferentes ambientes e programação de níveis de luminosidade, de forma a criar cenários específicos para cada situação. ''O que me levou a investir em negócios de tecnologia de automação foi o simples fato de que eu queria ter tudo isso dentro da minha casa. Acredito que muitos outros moradores também gostarão dessa idéia'', acredita Bruschi.
Uma das vedetes da automação são os sistemas de biometria. Com a identificação por íris ou por digitais, pode-se não só abrir uma porta determinada como alertar para uma situação de risco, com aviso à empresa de segurança ou polícia. ''Na casa inteligente, não há quase nada que não possa ser controlado com um simples toque ou pelo celular'', afirma o empresário..
O refinamento tecnológico vai ao limite para os apreciadores de um bom som numa sala de música ou cinema. A empresa comercializará caixas acústicas Bowers & Wilkins (B&W), as mesmas usadas nos veículos Jaguar. A empresa, que define as caixas de áudio como ''objetos da arte do som'', usa a ciência combinada com os melhores materiais, com o objetivo de chegar ao som perfeito em um ambiente. ''Não se trata mais de simplesmente ouvir e sim de ter experiências sonoras'', afirma o empresário.
''O objetivo da automação residencial não é um mero acionar de torradeiras à distância, embora isso seja facilmente resolvido pela tecnologia disponível'', explica Bruschi. Muito mais do que o abre e fecha tradicional, a automação significa um conjunto de serviços que podem ser programados de forma a obter o máximo de conforto e qualidade de vida.
Por meio de controles próprios, pelo celular e por Internet é possível operar ambientes de forma ampla, criando cenários de luzes com níveis específicos (como para uma festa ou na hora do jantar), conectar a segurança a sistemas de biometria, ligar e desligar aparelhos, programar músicas e operar requintados sistemas de vídeo e áudio conjugados.

mockup