O déficit habitacional em Londrina é de - aproximadamente - 10 mil unidades, ou seja, 10% do número de domicílios existentes na cidade. No Paraná, a defasagem é de 200 mil residências, das quais 75 mil (37,5%) somente em Curitiba.
Para a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), 90% do déficit habitacional no País concentra-se nas famílias com renda máxima de cinco salários mínimos ao mês. Conforme este critério, a região Norte da cidade é a mais carente neste aspecto, pois 56,19% dos moradores recebe até três salários mínimos/mês.
Na opinião de Célia Catussi, gerente regional da Plaenge, e Manoel Luiz Alves Nunes, proprietário da Vectra, a solução desse problema está nas mãos do governo. ''A união das três esferas do Executivo facilitariam o engajamento da iniciativa privada se oferecessem subsídios nos projetos de casas populares. As prefeituras poderiam ceder as áreas, empresas de energia elétrica seriam encarregadas da iluminação, empresas de água e esgoto construiriam as redes de distribuição e saneamento básico, enquanto o Ministério das Cidades financiaria a urbanização (asfaltamento de vias públicas, postos de saúde, escolas, transporte, etc). Sem o incentivo público, a adesão das construtoras é inviável do ponto de vista financeiro'', sugeriu Nunes. (B.R.)

Serviço
- Os interessados em obter detalhes sobre o estudo realizado pela Brain devem contatar o Sinduscon-Norte pelo telefone: (43) 3327-6777 ou e-mail: [email protected].

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