Lojas de material de construção ampliam mercado
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sábado, 09 de agosto de 2003
Agência Estado 
São Paulo - O fraco desempenho da economia não intimidou as empresas do setor de material de construção. Apenas no primeiro semestre, foram abertas cerca de 3 mil lojas no País, sendo 1.429 no Estado de São Paulo, segundo dados da Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco). Boa parte dos novos estabelecimentos é de pequeno e médio portes, mas as grandes redes de varejo também estão investindo forte para ocupar regiões estratégicas nos grandes centros de consumo, seja no interior ou nas capitais. ''O setor tem muitos espaços a serem ampliados e que merecem investimentos significativos'', afirma o presidente da Anamaco, Claudio Elias Conz.
Segundo a Anamaco, o setor movimenta 4% do Produto Interno Bruto (PIB), com faturamento anual de cerca de R$ 33 bilhões. Hoje, em todo País, há 105 mil lojas de material de construção, que empregam cerca de 3 milhões de trabalhadores.
A francesa Leroy Merlin, um dos cinco maiores grupos mundiais no setor, é só um dos exemplos de empresas que ampliaram participação no mercado no primeiro semestre. Em março, a rede, que tem 169 lojas no mundo, inaugurou uma unidade no Rio de Janeiro, na Barra da Tijuca. O novo estabelecimento produziu cerca de 230 empregos diretos, segundo a companhia. No ano passado, a Leroy Merlin já havia aberto uma unidade em São Caetano do Sul, na Grande São Paulo, empregando o mesmo número de funcionários. No total, a empresa tem dez lojas no Brasil e a intenção e fincar sua marca em vários Estados. Além de São Paulo e Rio de Janeiro, a Leroy está em Minas Gerais e Paraná.
Apesar da expansão das lojas, o segmento, assim como os demais setores da economia, não vive um momento de prosperidade. No primeiro semestre, segundo a Anamaco, houve queda de 1,5% no consumo, comparado ao mesmo período do ano passado. A expectativa para o ano, no entanto, é de crescimento de 4%. Isso porque, sazonalmente, a atividade econômica melhora no segundo semestre, quando comparada aos primeiros meses do ano.
Mas, mesmo com o modesto desempenho, os investimentos no setor continuam. O importante para essas redes de varejo é não dar espaço para os concorrentes conquistarem os consumidores. Como no caso dos hipermercados, as lojas de material de construção tendem a ficar uma do lado da outra. A estratégia é que a criação de um pólo, independentemente da atividade, atrai compradores. ''Além de o consumidor ter uma oferta grande de materiais, há uma facilidade maior para pesquisar o melhor preço'', explica um empresário do setor


