O mercado de locação em Londrina iniciou a costumeira fase de tranquilidade após o atendimento dos estudantes no primeiro trimestre do ano. A quantidade de ofertas e interessados diminuiu, mas o valor do aluguel - por enquanto - ainda é o mesmo. ''Até o final do ano, a maioria dos contratos será fechada com clientes que já vivem na cidade. Uma pequena alteração poderá ocorrer em julho e agosto devido à realização de vestibulares nas universidades particulares, mas nada muito significativo'', prevê Rafael Tomazini, gerente de locação da imobiliária João de Barro.
Considerando um público-alvo mais exigente, com necessidades específicas, a expectativa é que a disponibilidade dos imóveis residenciais aumente nesta fase. Isso facilitará a negociação do aluguel e - talvez - provocará a redução do valor.
Segundo Marli Aparecida dos Santos Custódio, corretora da imobiliária Natal, um imóvel vazio é sinônimo de prejuízo ao proprietário que, além de perder o aluguel, ainda gastará com manutenção, IPTU e segurança. ''Em algumas regiões da cidade, o risco de roubo e depredação é enorme e, por isso, não compensa insistir em cifras acima do padrão de mercado, mesmo que o produto valha'', explicou.
Na opinião de Vitória Dinardi de Assis, proprietária da imobiliária Assis, as condições de parte dos imóveis disponíveis contribui para a desaceleração das locações. Alguns são grandes ou pequenos demais, outros apresentam pintura comprometida, as instalações elétricas ou hidráulicas exigem reparos ou a localização é desfavorável.
Quanto aos comerciais, a situação é um pouco diferente. Embora haja muitas ofertas, a dificuldade é encontrar imóveis adequados aos planos do interessado. Neste tipo de locação, o ponto é essencial para a satisfação do inquilino. Em segundo lugar, vem o preço. ''Quando a conciliação dos fatores é complicada, a solução é paciência ou mudar o projeto'', sugere Sônia da Silva, auxiliar administrativa da imobiliária Franco.

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