LOCAÇÃO Cresce aluguel de casas em Londrina
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sábado, 15 de fevereiro de 2003
Giovana Kindlein<br> Reportagem Local 
A expansão do mercado de locação imobiliária em Londrina está sendo comemorada pelo setor no início deste ano. A tendência, de acordo com os imobiliaristas, é que a procura por apartamentos e casas permaneça em alta este mês e março, a exemplo do que ocorreu em janeiro. ''Houve muitas mudanças de famílias, que trocaram os apartamentos menores por outros maiores, aproveitando as férias escolares dos filhos'', destaca o proprietário da Imobiliária Coroados, Augusto Takeshi Ida.
As boas perspectivas deste semestre são compartilhadas por outras imobiliárias. ''Passada a turbulância pré e pós-eleitoral, a economia dá mostra de melhoria'', analisa o sócio-proprietário da Abílio Medeiros, Abílio Medeiros Filho. A única preocupação, segundo ele, em termos gerais, refere-se à iminência da guerra entre Estados Unidos e Iraque. O movimento em Londrina é provocado principalmente pela vinda de universitários e estudantes de cursos pré-vestibulares. ''Todo mês de janeiro, o movimento cresce'', lembra Takeshi Ida. ''Só no ano passado, com a greve da UEL (Universidade Estadual de Londrina), é que houve uma retração, quebrando a série histórica de sete anos de crescimento nesta época do ano'', complementa.
Na hora de escolher entre alugar uma casa ou um apartamento, os futuros inquilinos estão optando por casas, para se livrarem do condomínio. ''Em uma semana alugamos duas casas, de R$ 500 o aluguel, para estudantes'', observa Vergílio Perez, da Imobiliária Perez. Segundo ele, há falta de opções de quitinetes e apartamentos de um quarto. ''Assim, os estudantes se juntam por falta de alternativa'', assinala o imobiliarista. Além disso, o valor do condomínio dos imóveis de dois e três quartos são altos e influenciam na escolha. Em contrapartida, a alta da inflação ainda não chegou aos preços do setor. ''Por enquanto gerou apenas uma leve insegurança''.
A situação dos imóveis em prédios é sui generis. Dois fatores pressionam os preços dos aluguéis dos apartamentos. Se por um lado, o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) de Londrina subiu 8%, forçando os proprietários a pedirem aumento no aluguel, por sua vez, os inquilinos negociam a redução do custo da locação por conta da elevação dos condomínios. ''Como o condomínio subiu muito, o proprietário se obriga a baixar o valor do aluguel para manter o preço final, compatível com o mercado'', explica Takeshi Ida.
Hoje, a maioria dos apartamentos para locação está isenta de IPTU. ''É uma exigência dos inquilinos que vai se incorporando ao mercado'', diz Perez. Apesar disto, afirma ele, muitas vezes o valor do IPTU vem embutido no preço total do aluguel.


