Bem que tentaram rebaixar os sofás orientalizando ainda mais o visual do rei da sala que já vinha ‘‘seco’’ nas linhas retas. Mas não deu certo. Nem no mercado europeu nem no brasileiro. O ‘balão de ensaio’ lançado na última feira do Móvel de Milão não seduziu o consumidor e acabou ficando apenas como uma alternativa a mais para os apreciadores do estilo.
Se o rebaixamento não deu certo, a volta dos modelos clássicos passados a limpo pelo estilo contemporâneo deve agradar a gregos, troianos e brasileiros também. Os modelos que vinham em versões cada vez mais enxutas estão voltando a ter volume.
É o conforto falando mais alto. Não que os modelos modernos não sejam confortáveis. Aliás, são ideais para momentos formais do tipo ‘‘todo mundo bem comportado’’. Mas, convenhamos: a falta de profundidade tira o prazer e a possibilidade de se aconchegar e se esparramar no sofá quando as visitas vão embora.
Os sofás contemporâneos ocupam mais espaço, é verdade, mas há um consenso geral de que é melhor ter um bom sofá do que dois menos gostosos e confortáveis. A mudança do perfil desse móvel não está sendo abrupta como se pode supor. Nos anos 80 os sofás tiveram sua estrutura reduzida ao mínimo possível, e suas formas moduladas para atender a demanda dos pequenos espaços.
Com o entendimento de que o espaço não podia interferir no conforto, na qualidade de vida, os modelos foram sofrendo modificações lentas, mas visíveis. A necessidade de ser fofo aos olhos e ao tato voltou com mais ênfase nos últimos cinco anos através das almofadas. Complemento agradável visualmente, elas permitiram aprofundar um pouco mais os sofás.
Os assentos e encostos que estavam sendo embutidos na estrutura fixa do sofá, voltaram lentamente a ser fabricados soltos, aumentando a sua maleabilidade. Mais confortáveis, os sofás clássicos respondem melhor ao perfil exigido pelo mercado atual que quer ambientes integrados, com multiplicidade de funções e para serem realmente vividos.
O rejuvenescimento dos modelos clássicos não se limita à limpeza de detalhes. O consumidor ganhou mais variedade de modelos e agora pode escolher tecidos e padronagens das mais variadas. É a personalização do produto industrial. O avanço tecnológico garantiu ainda a criação de um híbrido dos mais interessantes: o sofá chaise-longue.
Este tipo de sofá foi criado para driblar o eterno problema dos espaços pequenos. A primeira vista parece um sofá normal, mas pode ser desdobrado, oferecendo apoio para as pernas. O mecanismo substitui o recurso do pufe quando não há espaço nem para ele. Lançado inicialmente em modelos contemporâneos, agora pode ser encontrado também com linhas clássicas. É escolher uma loja que ofereça garantia de qualidade e confiança, e escolher o que melhor se adapta ao estilo pessoal e ambiente.
Consultoria: Paula Albuquerque (Bikuata Móveis e Decorações)

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