ReproduçãoNa agendaCartaz de lançamento do calendário nacional: Londrina sediará encontro paranaense em maioCompreender e absorver adequadamente fatores de crescimento econômico, analisar aspectos de casos que superaram a lógica dos fatos, situações ou momentos e criar uma massa crítica capaz de mudar conceitos. Assim estruturados, os Encontros de Habitação e do Mercado Imobiliário, realizados há nove anos pela Degrau-Comunicação Integrada (Londrina), patrocinados pela Otis Elevadores e em parceria com os Sinduscons e Secovi, antes de tudo, buscam ser eventos motivadores para a indústria da construção civil no Brasil. O setor cresceu 5,6% no ano passado, deve ter aumento de mais de 6% para 98 (segundo o IPEA) e é avaliado como um dos mercados (assim como a agricultura) capazes de absorver rapidamente número elevado de mão-de-obra, promovendo a consequente geração imediata de empregos.
Lançado oficialmente em São Paulo na última quinta-feira, dia 12, o calendário deste ano prevê ainda uma ampliação destas atividades. Em 98, além das cidades de Londrina, Goiânia, Porto Alegre, São José dos Campos, Belo Horizonte e Florianópolis, o roteiro se estenderá também por regionais do interior paulista (veja quadro nesta página). ‘‘Serão realizados, apenas no Estado de São Paulo, dez seminários com as mesmas características dos encontros nacionais. Diversos cases de sucesso foram pinçados e, junto com as palestras serão abordados como pauta de realização do setor’’, explica José Renato Monttovanni, idealizador dos encontros.
O cenário Abordando as conquistas deste segmento nos últimos anos, alcançada justamente pela participação mais ativa da classe empresarial em eventos do gênero - nova Lei do Inquilinato, criação e implantação do SFI, normatização das cooperativas habitacionais, participação dos fundos de investimentos e a capacitação de produção -, o presidente do Sinduscon São Paulo, Sérgio Porto, lembrou, durante a coletiva de lançamento do calendário oficial, que apesar das boas perspectivas que se apresentam para este ano o setor receia conviver com a tradição do pêndulo perverso: as altas taxas de juros.
Sérgio Porto traça dois cenários. ‘‘No primeiro, os juros voltariam, até junho, ao patamar anterior à crise de novembro do ano passado. Nesse caso, o setor deverá crescer 2%. No outro, os juros permaneceriam elevados até o final deste ano, com o PIB da construção variando entre -2% e 0%’’.
Apostando na primeira hipótese, o presidente do Sinduscon São Paulo faz também uma análise, ‘‘realista e até conservadora’’ do momento vivido pelo setor, baseada em resultados de uma pesquisa realizada entre os empresários. ‘‘Para 98, 43,4% acreditam em estabilidade no volume de negócios na construção civil; 28,3% esperam queda, e o mesmo percentual aposta em um ligeiro crescimento. Quanto aos custos, 42,6% dos empresários prevêem elevação inferior à variação de 97, 32,5% esperam elevação igual à observada ano passado e apenas 11,1% acreditam em elevação maior’’.
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