Arquivo/DivulgaçãoDebateO engenheiro Aguinaldo Kemmer (à direita), durante encontro com José Ferreira, presidente do IbraconA Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e entidades ligadas às indústrias do cimento e de lajes, realizam estudos para a padronização e normatização técnica para a fabricação de lajes pré-fabricadas. O objetivo é implantar, como disciplina de mercado, referências nos moldes das normas européias e norte-americanas, em que prevalecem qualidade e segurança. No Brasil, os estudos revelam que, com a ausência de uma normatização rígida, diminuiram também as possibilidades de abertura do próprio mercado.
Participando das discussões como presidente da Associação dos Fabricantes de Lajes do Paraná, o engenheiro londrinense Aguinaldo Kemmer, enfatiza a necessidade de revisão da norma criada há quase 20 anos e conhecida como NB -1, que trata especificamente do concreto armado. ‘‘Através de comissões nacionais, com participação inclusive do departamento de estruturas da Universidade Estadual de Londrina (UEL), procuraremos disciplinar o mercado produtor de lajes, como um direito do consumidor final, que é o maior prejudicado’’, comenta.
Aguinaldo argumenta ainda que, ‘‘o consumidor que busca pelo melhor preço não pode estar sujeito a riscos permanentes, decorrentes de falhas técnicas ocorridas durante a fabricação, pois está adquirindo uma estrutura’’. Segundo ele, revisão da NB-1 permitirá que as indústrias do setor nacional participem, com maior competitividade e sobrevivam mais facilmente diante da globalização ocorrida neste mercado. ‘‘Com os produtos normatizados pela ABNT, as concorrências serão mais paritárias e os consumidores terão, com certeza, produtos com garantia, responsabilidade técnica e de qualidade, adequados às suas necessidades’’, completa o presidente da Abilaje.

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