Carolina Avansini
Especial para a Folha
Com o objetivo de padronizar o processo de produção de lajes pré-fabricadas e garantir segurança e qualidade ao consumidor, a Associação dos Fabricantes de Lajes do Norte do Paraná-Afalapar firmou parceria com a UEL e instituiu um Selo de Conformidade para o produto.
Projeto inédito no País, o Selo é conferido às empresas que obedecem padrões de qualidade previamente estabelecidos pela equipe técnica responsável. São testadas desde a matéria-prima utilizada nas viguetas pré-fabricadas até as condições de transporte do produto final. O projeto, incentivado pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil de Londrina recebeu também o apoio do Sebrae Paraná.
Três empresas da região receberam o Selo de Conformidade, no final do mês de novembro: Artlajes de Cambé, Lajes Sorria de Rolândia e FEMAC de Apucarana. Elas se submeteram a um rigoroso processo de avaliação que observou a documentação da empresa, a presença de profissionais legalmente habilitados e a adequação dos equipamentos, entre outros fatores.
Depois de constatadas as não-conformidades e efetuadas as mudanças necessárias, amostras do material produzido foram analisadas pelo Laboratório Técnico do Centro de Tecnologia e Urbanismo da UEL. Aprovadas em todas essas etapas, as empresas finalmente receberam o Selo de Conformidade – cuja validade é de um ano.
O engenheiro José Roberto Hoffmann, coordenador do projeto junto à Universidade, explica que o Programa de Conformidade é mais flexível que o Padrão ISO de Qualidade, pois permite que o produto seja adequado com o passar do tempo, de acordo com as necessidades. ‘‘Mas o objetivo final é o mesmo: garantir qualidade e segurança para o cliente’’, diz. As lajes que recebem o selo custam o mesmo que as outras, mas oferecem a vantagem de serem mais seguras e resistentes. ‘‘O preço não sobe, porque o processo de produção é racionalizado’’, ressalta Hoffmann.
A Afalapar está formando um segundo grupo de empresas interessadas em obter o Selo de Conformidade. De acordo com Vânia Dulce de Paiva, presidente da entidade, a intenção é certificar todas as empresas do setor e estabelecer um padrão de qualidade nas lajes pré-fabricadas da região.
A Associação possui cadastro de 40 empresas e pretende investir na normatização da produção de todas elas. ‘‘Inclusive trabalhamos junto às fabricas que estavam no primeiro grupo e não foram certificadas para que finalizem o processo. Os resultados serão obtidos a longo prazo’’, afirma.

mockup