Laje radier agiliza construção popular
Ligia Barroso
De Londrina
Inovação no País para construção de unidades habitacionais populares, a laje tipo radier otimiza o processo de execução das fundações, utiliza 44% menos mão-de-obra, oferece velocidade à obra, reduz o consumo de concreto e aço, e melhora a qualidade do padrão das construções para baixa renda.
O processo, que emprega produtos exclusivos da Belgo-Mineira (única produtora das cordoalhas engraxadas e plastificadas no Brasil), está sendo utilizado simultanêamente em projetos de dois condomínios populares. Em Fortaleza (Ceará), a Prefeitura da cidade está custeando a construção de 1.328 casas, em obra executada pela construtora Monteplan Engenharia; em Londrina, a H.L.C Construção entregará em março do próximo ano, 360 unidades do Residencial Ilha Bela, primeiro condomínio do Projeto Renascer, da Cohab-LD, com o mesmo sistema.
Relativamente simples, o processo de construção com lajes radier, compreende a utilização, como armadura, apenas de cordoalhas engraxadas e plastificadas. Na maioria dos casos, nenhuma outra espécie de armação é aplicada, ficando o uso de aço CA-50 restrito à fretagem atrás de cada ancoragem de protenção o concreto protendido.
Apoiadas diretamente no solo, as lajes servem como sustentação das paredes das casas ou como fundações de edificações de maior porte. A partir das características do terreno, os radiers são projetados para abrigar desde construções planas, como as casas de Fortaleza, até blocos de sobrados geminados, como os que estão sendo construídos em Londrina (leia matéria nesta página).
Em Fortaleza, o projeto das casas geminadas está sendo desenvolvido com placas medindo em planta 36 x 5,30 metros e de 24 x 5,30 metros. Além disso, um grupo de 176 casas está sendo construído sobre lajes radier protendidas de 10 x 6,90 metros. A previsão é de que 16 fundações sejam executadas por dia e, dois meses após a primeira concretada, estejam prontas cerca de 56% das 1.328 casas previstas.
DivulgaçãoCarga de 50 toneladas garante a proteção do radierO processo
O terreno é preparado por uma pá mecânica. Os operários abrem uma vala de 20 centímetros de profundidade e largura variável, sendo 10 cm na parte inferior e 15 cm na parte superior, o que forma uma pequena viga engrossando as bordas da laje. Em seguida, são embutidas no solo as canalizações de água potável e de esgotos.
É feito o nivelamento manual no terreno e colocada a forma de 30 cm de altura em volta da laje radier, com espessura de 10 centímetros. Na sequência, uma lona plástica é estendida sobre a escavação para impermeabilizar a fundação.
Nessa fase, as cordoalhas (engraxadas e plastificadas) são estendidas nas duas direções, as distâncias aproximadas de 1,20 metro e amarradas nos cruzamentos, onde ficam apoiadas sobre cocadas de 35 mm de altura e 10 cm de diâmetro, que garantem posicionamento das cordoalhas na meia altura da laje. As ancoragens ativas são fixadas nas formas e a laje está pronta para ser concretada. A utilização de concreto usinado de 25 Mpa completa a laje. (L.B.)Tecnologia que utiliza 44% menos de mão-de-obra está sendo aplicada com pioneirismo em condomínios populares de Londrina e Fortaleza
Divulgação/Celso PachecoEM LONDRINAOs 360 sobrados geminados do Residencial Ilha Bela deverão ser entregues em março: seis meses de obras





