Laboratório avalia argamassas
A Associação Brasileira de Cimento Portland-ABCP investiu R$ 100 mil na criação do Laboratório de Argamassas, uma prestação de serviços que irá verificar a adequação dos produtos às normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas-ABNT. O laboratório fará ensaios para avaliação da qualidade das marcas existentes no mercado.
A criação do laboratório beneficia os dois lados da cadeia produtiva: o consumidor e o fabricante. O primeiro encontra no mercado produtos de qualidade assegurada adequados à finalidades específicas como alternativas ao método tradicional de produção de argamassas na própria obra. E os fabircantes lucram por terem a oportunidade de provar a qualidade e eficiência dos seus produtos ou de buscar o aperfeiçoamento, casos os produtos não estejam de acordo com as exigências.
O uso de produto de má qualidade afeta não apenas o proprietário da obra, mas também os que vão residir ou trabalhar no local que está em obras, já que as argamassas são fundamentais para a segurança das obras (assentamento e revestimento) e higiene do ambiente (colantes e de rejuntamento).
Anteriormente os ensaios com argamassas industriais eram feitos em vários setores do nosso complexo de laboratório, mas com o crescimento da demanda e com o rigor das normas recentemente divulgadas, sentimos necessidade de criar um laboratório exclusivo para a realização desses estudos, esclarece a engenheira Elza Nakakura, supervisora de ensaios de cimento e materiais afins.
Segundo ela, o Laboratório de Argamassas da ABCP atende de forma plena às exigências da normalização, no que se refere a climatização, umidade e temperatura, além de contar com o suporte dos técnicos da entidade, que têm grande tradição no desenvolvimento e execução de ensaios com cimento e materiais afins.
O laboratório está capacitado para executar todos os ensaios normalizados pela ABNT, e já soliciou credenciamento junto à Rede Brasileira de Laboratórios de Ensaios-RBLE, do INMETRO.
A argamassa é um produto que resulta da mistura em determinadas proporções de cimento portland, areia e água, podendo ter ou não aditivos. Essa mistura produzida na própria obra ou pela indústria possui propriedades ligantes.
As argamassas industrializadas foram introduzidas no Brasil em 1971, e de lá para cá foram se adequando àss mais diversas finalidades. As principais são de revestimento (para paredes de alvenaria), de assentamento (para unir ou vedar blocos de concreto ou tijolos maciços), colantes (para assentamentos de azulejos) e rejuntamento (utilizadas nas juntas de dilatação de revestimentos de peças cerâmicas ou pedras naturais).Paulo Wolfgang/Arquivo FolhaOperário assentando piso cerâmico: cada etapa da obra exige uma argamassa específicaDa Redação





