IPI reflete pouco nas vendas de material de construção
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 28 de julho de 2009
Andréa Bertoldi<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Os preços dos materiais de construção tiveram uma queda, em média, de 3% a 4% nos últimos seis meses. Por conta da crise financeira esses produtos registraram uma queda de vendas de 5% no primeiro semestre do ano. Só em junho, as vendas começaram a ter um início de recuperação com um crescimento de 5%. As informações são do presidente da Associação dos Comerciantes de Material de Curitiba e Região Metropolitana (Acomac), Ademir Kurten.
Segundo ele, o comportamento dos preços nos próximos meses vai depender do mercado. Kurten disse que as vendas sempre são melhores no segundo semestre do ano, quando boa parte dos consumidores quer deixar a casa arrumada para as festas de final de ano. Além disso, as pessoas também têm preferência por realizar as obras com o fim do inverno, porque fica mais fácil de desenvolver o trabalho.
De acordo com dados da Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco), entidade que representa as 138 mil lojas do setor no País, as vendas no varejo de material de construção no cenário nacional cresceram 5,5% em junho, na comparação com o mesmo mês de 2008.
Na comparação de junho sobre maio deste ano, o crescimento nas vendas no País foi de 4%. De janeiro a junho em relação ao mesmo período do ano passado o aumento foi de 1,3%. Dos produtos com redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) a comercialização em junho registrou reação de 10% e, no acumulado de abril a junho, 12,5%. A diminuição do IPI começou a valer a partir de 1º de abril e foi prorrogada a partir de 29 de junho até o final de dezembro.
O presidente da Anamaco, Cláudio Elias Conz, cita um levantamento realizado pela associação que mostrou queda no preço médio de alguns produtos como chuveiro elétrico que passou de R$ 28,90 para R$ 25,90, saco de 50 quilos de cimento que caiu de R$ 19,90 para R$ 16,90, tinta esmalte base água de R$ 75,89 para
R$ 67,90 e cadeado número 20 que caiu de
R$ 9,89 para R$ 7,90.
Por outro lado, o material que deve ter aumento é o Policloreto de Vinila (PVC) utilizado em tubos e conexões. As peças que levam este material podem ter aumento médio de 10% em agosto, por conta do aumento da matéria-prima no mercado internacional. O PVC teve reajustes superiores a 23% em menos de 30 dias no mercado internacional, segundo informações do Sindicato da Indústria de Material Plástico no Estado do Paraná.
Em função da prorrogação do IPI até dezembro, a entidade reviu a projeção de crescimento para 2009, que até então era de 5%. A nossa expectativa é de fecharmos o ano com 6,5% de crescimento sobre 2008, disse Conz.


