Investir em segurança é a melhor maneira de evitar assaltos
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domingo, 27 de dezembro de 2009
Giovana Chiquim<br> Especial para a FOLHA 
Há alguns anos, residir em condomínios residenciais e em edifícios era sinônimo de segurança. Porém, a ousadia das quadrilhas especializadas em roubo de condomínios verticais e horizontais está acabando com a tranquilidade dos moradores. Para diminuir o risco de assaltos é necessário agir em três frentes de combate: instalar equipamentos de segurança, capacitar os funcionários e conscientizar os próprios condôminos. Especialistas garantem que a segurança não deve ser encarada como um gasto, e sim como um investimento - desde que seja bem feita.
Carlos Oliveira, gerente da Converge Digital, especializada em planejamento de segurança para habitações residenciais e empresas, afirma que existem muitos mecanismos para coibir os roubos. De acordo com ele, a coação dos moradores na hora da entrada no condomínio é a modalidade de assalto preferida dos ladrões. E para prevenir a ação dos assaltantes nos portões de acesso já existem no mercado controles-remotos personalizados de várias marcas. Quando o morador aciona o dispositivo para abrir o portão, o porteiro verifica todas as informações referentes ao dono daquele veículo em uma tela, como nome do proprietário, cor e modelo do carro, o bloco e o número da casa ou do apartamento, além da localização exata da garagem.
Desse modo é possível notar algum comportamento estranho do motorista, se ele se dirige a outra residência que não é a sua, ou se outro automóvel está tentando entrar no condomínio com um controle roubado. O controle também é armado com o sistema de pânico. ''Caso o motorista seja coagido por um ladrão, basta apertar um botão. Na portaria soa um alarme e os funcionários do condomínio são informados de que há algo de errado com o carro'', explica Oliveira.
Uma ferramenta semelhante é usada no controle de acesso de pessoas. Todos aqueles que trabalham nas residências ou que estão atuando em obras possuem um chaveiro ou cartão para entrar no condomínio - parecido com aqueles utilizados para os visitantes de edifícios empresariais ou para bater cartão-ponto. O acesso de cada colaborador é acompanhado pela portaria, que verifica a imagem, os dados pessoais e a casa ou apartamento de origem. A ferramenta também alerta sobre a rotina do indivíduo, como os dias da semana e o horário em que trabalha.
Caso permaneça nas dependências no horário não programado ou tente passar pela portaria em dias em que não está em serviço, o sistema avisa os responsáveis pela segurança. O gerente da Converge Digital esclarece que se um controle-remoto ou um chaveiro for roubado, a empresa fabricante altera imediatamente o código de segurança, que intercepta o comando do aparelho. ''O mesmo acontece com os chaveiros ou cartões de acesso de funcionários que deixam de prestar serviços naquele condomínio'', salienta.
Outro fator importante na opinião de Oliveira é a capacitação dos funcionários. ''Não adianta investir em tecnologia de ponta se o colaborador não souber operá-la'', comenta. Para não correr esse risco, Nadir Vidotti, síndica do Residencial Sant'anna, localizado na Zona Sul de Londrina, profissionalizou todos os colaboradores do condomínio. Além disso, investiram em um avançado sistema de câmeras e alarmes no muro, que também tem cerca elétrica. Ela conta que o condomínio já sofreu ameaças, mas que graças às ações preventivas adotadas por uma comissão de segurança, nunca houve ocorrência.
Todos os colaboradores passaram por treinamentos e foi o próprio condomínio que promoveu a capacitação. ''Os funcionários são as peças chaves para a segurança dos moradores. Até mesmo quando nossos equipamentos precisam de consertos, são nossos colaboradores que fazem os reparos. Eles são treinados inclusive para fazer a manutenção dos aparelhos, diminuindo o acesso de estranhos no nosso condomínio'', diz a síndica. Além disso, os colaboradores precisam estar bem preparados porque são as pessoas mais vulneráveis, já que os ladrões costumam abordá-los já na portaria.
''Com o treinamento, eles conseguem perceber situações de risco. E se um dia uma invasão acontecer, eles são orientados a acionar o sistema de pânico, que avisa uma empresa de segurança que o condomínio esta sendo assaltado. Em cinco minutos, profissionais armados chegam ao local'', avisa Nadir.


