Investidor aqueceu o mercado em 2002
Os negócios para o setor imobiliário foram melhores este ano do que para o setor da construção civil. Particularmente, na análise do presidente do Sinduscon, José Roberto Hoffmann, houve um carreamento do mercado de capitais para os imóveis. ''Tivemos uma desova de imóveis prontos'', reconhece. Somente a construtora Dinardi, segundo o publicitário José Renato Mantovani, comercializou 1,6 imóveis por dia neste ano.
Dos 240 apartamentos do Parque Universitário I, de três andares, 70% já foram comercializados. ''Existe um nicho de mercado voltado para o investidor e para o estudante'', informa ele. Cada apartamento, totalmente equipado geladeira, fogão, bicama e estante , custa aproximadamente R$ 30 mil. ''O investidor aluga por R$ 300,00 ao mês. Ele obtém um lucro bem maior do que a poupança'', calcula Mantovani. O Parque Universitário II será entregue em fevereiro com oito meses de antecedência.
Segundo o imobiliarista Abílio Medeiros Filho, houve uma valorização das terras, após a mudança de governo. Basta ver a comercialização do Royal Park, Royal Tenis e Sun Lake. ''Somente a venda de 1.500 lotes de médio e alto padrão gerou R$ 20 milhões de faturamento'', afirma ele.
O movimento no setor de transferência de imóveis da prefeitura de Londrina também comprova o aquecimento no setor imobiliário. De janeiro a agosto, 13.200 imóveis foram oficialmente transferidos na cidade. Porém, nem todos os compradores oficializam a transferência logo após fecharem os negócios, mesmo porque muitas compras são feitas com pagamento parcelado.
A previsão é que o total arrecadado no setor, com o Imposto de Transferência de Bens Imóveis (ITBI), totalize R$ 6 milhões este ano, contra R$ 5.129.000,00 do ano passado. O ITBI pago refere-se a 2% do valor do imóvel negociado.





