Insetos em casa? Controle integrado neles
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sábado, 15 de julho de 2006
Betânia Rodrigues<br> Reportagem Local 
Saúde e limpeza 'andam de mãos dadas' quando o assunto é qualidade de vida. A sujeira é fonte de pragas (moscas, baratas, formigas, cupins, ratos, aranhas, entre outros) que transmitem doenças e, em casos extremos, provocam até mesmo a morte. Atitudes simples como evitar acúmulo de lixo, água parada e restos de construção, tampar latões e garrafas, vedar caixas de esgoto e fossas sépticas diminuem razoavelmente a proliferação desses animais.
Segundo Anirce Souza Santos, gerente comercial da Rotercano Serviços, piretróides e organofosforados, por exemplo, despejados na entrada das tubulações de esgoto, ralos, frestas de muros e fossas matam as pragas adultas, seus ovos e evitam sua procriação graças à barreira química que formam. ''A garantia de 120 dias que oferecemos não isenta a necessidade da limpeza e higienização constantes. A eficácia da desinsetização não depende somente da qualidade dos produtos e mão-de-obra especializada. A colaboração dos moradores e da administração dos condomínios é fundamental'', explicou.
Para aumentar a probabilidade de sucesso, as empresas do ramo costumam intercalar a execução do serviço com o diagnóstico do problema e o monitoramento posterior do local. ''Cada praga e ambiente exige um procedimento específico. O ideal é realizar o controle integrado, que utiliza o mínimo necessário de química para evitar prejuízos ao meio ambiente, pessoas, animais, produtos e equipamentos'', afirmou Sidney Garcia Ribeiro, proprietário da Prodein.
A desinsetização e desratização são medidas preventivas que deveriam ser executadas por profissionais especializados, mas na prática a precaução, muitas vezes, é vencida pela contenção de gastos. Este é o caso dos condomínios residenciais Regina Izabel e Centro Comercial, localizados no centro de Londrina. Em ambos, as receitas caseiras ensinadas por veterinários ou agrônomos satisfizeram as necessidades dos moradores.
''O responsável pela aplicação no prédio é um funcionário, que possui conhecimento básico sobre o assunto e os equipamentos necessários (bomba, máscara, luva e óculos de proteção) obtidos na época que possuía um pet shop. Apesar do receio de alguns moradores, a experiência está apresentando resultados melhores que outros adquiridos com técnicos'', justificou Walmor Carradore, síndico do edifício Regina Izabel.
No Centro Comercial, o síndico Erandino Mariano adotou um gel que, segundo ele, acabou com as baratas, formigas e outros insetos que existiam no prédio. O depósito de lixo é o único local do condomínio que ainda recebe pulverização química devido à atratividade que oferece. ''A economia não é mais importante que a garantia da saúde. A falta dessa consciência é que alimenta o golpe do ''Zé Bombinha'', que promete eficácia no extermínio das pragas a baixo custo, mas, na verdade, borrifa água açucarada pela casa do cliente leigo'', alertou Ribeiro, que atua em Londrina e região há quase 10 anos.
Rachel Queiroz, síndica do edifício Aruba, tem pânico de baratas, a ponto de fechar os olhos mesmo quando o inseto aparece em impressos ou na televisão. ''Embora não exista locais propícios para o esconderijo de pragas no prédio, fecho todas as entradas do apartamento ao escurecer em dias quentes. Este ano, pretendo desinsetizar o edifício a partir de setembro e repetir a dose seis meses depois. Por isso, já fiz algumas pesquisas de preço'', comentou a síndica.


