INFORME SECOVI - PR
Tristeza
O desemprego é uma chaga que o Brasil carrega há anos sem expectativa de cura. Cada novo governo promete mais postos de trabalho na tentativa de reduzir a miséria e a violência do nosso povo. A má distribuição de renda, cada dia mais acentuada, atrapalha a descoberta da solução para o problema. Na pirâmide social, a classe média é sempre a mais afetada com o aumento da inflação, impostos novos e precarização dos serviços públicos. Para manter o padrão de vida, as famílias desse grupo estão cortando os supérfulos como: viagens, roupas de grife, presentes caros, produtos importados, carros de última geração e empregados. Estes últimos, aliás, são os primeiros a sofrerem as consequências da crise econômica. Ao abrir mão de reajustes merecidos e outros benefícios, eles buscam salvar seus empregos. Neste contexto, o avanço tecnológico é um inimigo poderoso que nos condomínios, por exemplo, substitui os tradicionais porteiros. Este assunto polêmico é o tema da coluna desta semana.
Dificuldades
Segundo o contador Luiz Antonio Pereira Marques, o salário e encargos trabalhistas dos funcionários representam 60% dos gastos em qualquer condomínio. São despesas fixas que, ao contrário da água e energia elétrica, são difíceis de reduzir. Em primeiro lugar, porque são estabelecidas por leis. Em segundo, porque a substituição de pessoas por sistemas de monitoramento eletrônico exige investimento e, terceiro, porque implicam na sensação de segurança dos condôminos. Na opinião de Hélio Augusto Lot, síndico do condomínio residencial Villa Bella, o ideal é a união da mão-de-obra, câmeras internas e externas de TV, cercas elétricas, alarmes, travas, entre outros equipamentos. ''Há um ano, mantemos a taxa condominial em R$ 250,00 (excluindo água, luz e gás de cada uma das 27 casas) com todo esse aparato de segurança e quatro funcionários. Buscamos a redução dos gastos negociando o valor de produtos e serviços e a priorização de despesas extras'', disse.
Estratégias
No Portal das Palmeiras, onde Marques é síndico, os moradores bancaram a perfuração de dois poços artesianos de 176 e 300 metros de profundidade. O investimento médio de R$ 20 mil com cada um resultou na economia de dois terços na conta de água. ''Utilizamos somente a quantidade mínima de água tratada e esgoto coletado pela Sanepar'', disse o contador que administra 176 apartamentos, divididos em 11 blocos, em Cambé (13 km a oeste de Londrina). Há 18 anos trabalhando para condomínios, Marques acredita que um plano de manutenção preventiva é fundamental para a saúde econômica deles. Na sua opinião, uma vistoria anual nas instalações elétricas e, principalmente, hidráulicas evitariam muitas dores de cabeça e novas contas. Medida mais radical, e comum nos últimos anos, tomou o síndico Rubens Sérgio de Barros que dispensou dois funcionários dois anos atrás. No lugar deles, ficaram as câmeras, o sistema de senha de acesso, a cerca elétrica e o alarme monitorado. A faxineira foi a única poupada neste corte que diminuiu em 35% a taxa condominial.
Alternativas
De acordo com João de Deus Correia, presidente do Sindicato dos Empregados em Condomínios e Imobiliárias de Londrina (Sindemcon), a entidade recebe, diariamente, cerca de seis currículos de porteiros que também procuram o Secovi em busca de recolocação. ''Ainda não sei dizer quantas rescisões homologamos em 2005, mas posso afirmar que foi um número expressivo'', disse o sindicalista, que atribui à água e energia elétrica a maior responsabilidade no rateio das despesas. Para Correia, a solução mais eficaz é incluir os condomínios na categoria de empresa jurídica sem fins lucrativos com tributação baseada no Simples. ''Mas isso dependerá da iniciativa dos síndicos'', completou.
Formação
Em Londrina, 500 pessoas realizam o curso de porteiro anualmente graças à parceria do Sindemcon, Secovi, Senac e Sesc. Segundo Marla Cristian Joaquim, coordenadora local do Secovi, metade desses alunos encontra emprego após a qualificação. ''Não sugerimos demissões para reduzir custos porque existe o risco de consequências desagradáveis (furtos e roubos). Oferecemos assessoria jurídica para resolver o problema da inadimplência e palestras sobre administração em geral'', citou Marla.
Conhecimento
O Secovi-Londrina está com inscrições abertas para o curso de funcionários em condomínios. O programa de 15 horas/aula inclui noções de segurança, higiene, primeiros-socorros, combate a incêndio, fornecimento de água, energia elétrica, serviços gerais, entre outros. O curso acontecerá entre os dias 16 e 20 deste mês, das 19h às 22h30, no auditório do Sintel, instalado no mesmo andar do Secovi. Mais informações e inscrições pelo telefone: (43) 3356-2703.
Secovi Sindicato da Habitação e Condomínios
Rua Minas Gerais, 297 13º andar sala 133/134 Londrina/PR
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Telefone: (43) 3356-2703
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