Modernização

Do início da colonização do norte paranaense, nas primeiras décadas do século passado, até hoje muita coisa mudou em relação ao saneamento básico. Dos poços caipiras ao resistente PVC passaram-se 71 anos de vida em Londrina (cidade-pólo da região) que abriga cerca de 500 mil habitantes. A evolução da medicina e engenharia, por exemplo, diminui os índices de mortalidade influenciados pela falta de higiene, sistema de saúde precário, política habitacional e educação ambiental. A qualidade da água e o índice de tratamento do esgoto são itens sócio-econômicos que demonstram o desenvolvimento de um município. Esta semana, a coluna abordará a substituição da rede distribuidora de água executada pela Sanepar.


Etapas


Segundo Marcos Augusto Brandão Ericsson, engenheiro fiscal de obras da Sanepar, esse trabalho é realizado desde que a empresa chegou a Londrina, em 1974. Até aquela época, havia 1.150 quilômetros de rede construída com ferro fundido. Atualmente, apenas 10% dos 2.174 quilômetros de encanamento ainda é composto desse material. O aumento populacional e a condensação urbana agilizaram o ritmo da troca que é feita por etapas em diferentes licitações. A última delas começou em setembro de 2004 e deve terminar em maio do próximo ano. São 41.416 metros de canos plásticos que serão enterrados nas ruas centrais da cidade por R$ 1.385.590,00.


Qualidade

Uma das justificativas da obra é a falta de pressão da água, causada pela diminuição no calibre dos canos, e o consequente corte no serviço. Outro motivo é a ferrugem que coloriu a água de amarelo em algumas partes do município. ''A possibilidade de incrustração interna da tubulação e a deterioração do material são menores no PVC que tem durabilidade de 50 anos'', explicou Sérgio Roberto Bahls, gerente geral da Sanepar na região metropolitana de Londrina. Apesar do receio dos consumidores, Ericsson garante que a qualidade da água nunca foi afetada pela ferrugem. Além de melhorar a qualidade do produto, a substituição da rede distribuidora também diminui o risco de desperdício de água potável.


Reclamações

Embora evitem trauma à população, as empresas terceirizadas pela Sanepar não escapam das críticas. Para o porteiro Gildo Molina, elas deixaram muitas saliências e buracos nas calçadas que dificultam, principalmente, a vida dos portadores de necessidades especiais, enfermos e idosos. ''Isso sem contar na demora'', completou. A corretora imobiliária Miriam da Silva disse que, outro dia, quase estourou o pneu do carro numa valeta aberta no asfalto, próximo ao Colégio Maxi. ''Ela media um metro de comprimento por 30 centímetros de largura, não possuia sinalização e, dependendo do caminho seguido pelo motorista, era impossível escapar do baque'', reclamou a corretora que, como a maioria dos brasileiros, não levou sua queixa aos responsáveis. ''Depois do susto, deixei o assunto de lado para não perder mais tempo'', justificou. O auxiliar de escritório Paulo Henrique Cardoso é favorável ao trabalho, mas discorda do horário escolhido. Segundo ele, a tarefa deveria acontecer no final de semana para não prejudicar comerciantes e consumidores no centro da cidade. ''Nos bairros, a situação é diferente porque o fluxo de carros e pedestres é menor''.


Direitos

Parte dos síndicos de condomínios beneficiados pela nova tubulação, provavelmente, desconhece seus direitos em relação ao assunto. Segundo Ericsson, eles devem saber com, pelo menos, uma semana de antecedência qual o período de trabalho dos operários e quanto tempo levará a obra em frente ao imóvel para prevenir funcionários e condôminos. Os edifícios que possuírem calçada com piso diferenciado (pedra, lajota, granito, entre outros) podem requisitar à empresa executora o conserto do piso. Em caso de dúvidas, críticas ou sugestões, os síndicos podem recorrer ao departamento de clientes especiais da Sanepar (que utilizam, em média, mais de 100 metros cúbicos/mês). Este setor coleta dados, traça perfil, analisa o consumo e orienta sobre o uso racional da água de cada cliente. Ele disponibiliza, inclusive, uma equipe de campo treinada para 'caçar os vilões do desperdício'. O síndico pode fazer contato pelo telefone 115 ou diretamente na sede da empresa, localizada à Avenida Higienópolis, 1.527.


Formação

O Secovi-Londrina está com inscrições abertas para o curso de funcionários em condomínios. O programa de 15 horas/aula inclui noções de segurança, higiene, primeiros-socorros, combate a incêndio, fornecimento de água, energia elétrica, serviços gerais, entre outros. O curso acontecerá entre os dias 16 e 20 de janeiro, das 19h às 22h, com local ainda indefinido. Mais informações e inscrições pelo telefone: (43) 3356-2703.

Secovi Sindicato da Habitação e Condomínios
Rua Minas Gerais, 297 13º andar sala 133/134 Londrina/PR
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Telefone: (43) 3356-2703
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