INFORME SECOVI - PR
Natal
Na ótica dos cristãos, o Natal é a época mais importante e feliz do ano. Simboliza o nascimento de Jesus Cristo, filho de Deus e salvador da humanidade. Para comemorar o fato, eles se acostumaram a reunir familiares e amigos numa celebração religiosa de agradecimento a Deus. Aos poucos, foram agregados à festa comida, bebida e troca de presentes. Esse ambiente, praticamente, pediu uma decoração especial. Daí surgiram as luzes, bolas, fitas e a estrela de Belém que tradicionalmente enfeitam um pinheiro verde. Cada item tem seu significado que a maioria das pessoas desconhece. A composição deste cenário em dezembro será o tema da coluna.
Mudanças
O consumismo e a ostentação, que envolveram a festa, levaram os enfeites para o exterior dos imóveis. Criações belíssimas de luzes e aramados são apreciadas em edifícios residenciais e comerciais no mundo inteiro. Cascatas de lâmpadas 'nascem' no alto dos prédios, árvores, arbustos, portas e janelas piscam a noite toda, laçarotes enfeitam fachadas, guirlandas ocupam os tetos e bonecos recebem crianças e adultos no hall de entrada. Isso e muito mais colocou Londrina em evidência para o Brasil na primeira metade da última década. O Lago Igapó I, por exemplo, atraia dezenas de curiosos que comtemplavam a iluminação das casas e da barragem. Alguns edifícios, até hoje, são lembrados pela decoração que fizeram no passado. Eles recebiam incentivo do poder público que premiava as casas e lojas mais bonitas e que caprichava no embelezamento da cidade.
Desestímulo
Em 2005, os escândalos políticos que rodearam o Palácio do Planalto e afetaram a imagem de personalidades do meio, dificultaram a obtenção de crédito para decorar Londrina. Esta foi a justificativa apresentada por Luiz Carlos Adati, diretor da Companhia de Desenvolvimento do município (Codel), que coordenou membros do poder público e iniciativa privada incumbidos de elaborar um projeto natalino no início do segundo semestre. ''Nossa idéia incluia também apresentações culturais, concursos e o subsídio para edifícios e lojas iluminarem suas fachadas. Infelizmente, a proposta não se concretizou por falta de verba que viria dos governos municipal e federal. Cada um fez o que pôde'', disse Wilson Batini, gerente geral da Associação Comercial e Industrial de Londrina (ACIL).
Simplicidade
Quem circulou pelo centro e adjacências, principalmente à noite, percebeu o desestímulo dos condomínios. A maioria absoluta dispensou os pisca-pisca porque queimam com facilidade e raramente são aproveitados de um ano para outro. Aqueles que fizeram questão de manter vivo o espírito natalino instalaram somente uma árvore na portaria do prédio com enfeites novos ou antigos. Este é o caso do edifício residencial Albamar que este ano está com pouco dinheiro em caixa. De acordo com a síndica Anavaly Pelegrini, é preciso contabilizar, além do material, a mão-de-obra, que nem sempre é executada pelo porteiro ou faxineira. ''Acho que o Natal lembra calor humano e, por isso, sou contra o consumismo exagerado. Não gosto da figura do Papai Noel porque não tem relação com a nossa cultura. Prefiro o presépio'', comentou.
Custo
No edifício residencial Caviúna, o Conselho Consultivo e Fiscal optou por uma discreta árvore de Natal, instalada no hall do prédio, para satisfazer todos os moradores. ''Antigamente, iluminávamos o jardim e a cerca. Mas, como metade dos condôminos são evangélicos, decidimos mudar o costume'', explicou o síndico Eizi Yamaki. Isso não impede que alguma das 75 famílias que vivem no edifício decorem sua sacada. Yamaki, por exemplo, é católico e afirma que o preço dos enfeites e pisca-piscas não estão caros. ''Em comparação a outros condomínios, nossa árvore ficou barata. Dividimos a conta em duas vezes porque o fundo de reserva está baixo devido às obras que realizamos este ano'', disse Judith Lopes Travaglia, síndica do edifício residencial Ipanema, que comprou a árvore e os enfeites por R$ 290,00. ''Não acho que seja um dinheiro jogado fora. Todos gostaram muito da novidade, inclusive os visitantes. Gostaria que fosse melhor, mas, por enquanto, é o que podemos fazer'', concluiu Judith.
Sentimentos
O excesso de trabalho levou a professora de dança do ventre Zhárroe Vilas Boas a deixar a decoração natalina e as compras para os últimos dias. Apesar da falta de tempo, ela afirma que adora contemplar as vitrines e fachadas de prédios nesta época do ano. ''Faz parte do clima de Natal que é muito bonito. Imagino que a pouca adesão seja por causa do dinheiro'', opinou. A professora aposentada Laura Ueda Piacentini não acredita que a decoração fraca executada pela prefeitura deva-se à falta de verba. ''No prédio onde moro não fizemos nada porque algumas pessoas não respeitam o propósito e destróem os enfeites. Acredito que a decoração alegra as pessoas e desperta o sentimento de solidariedade do Natal''. A dona de casa Maria Moraes de Mello não imagina sua casa sem ao menos uma árvore enfeitada até o dia 6 de Janeiro (Dia dos Reis Magos). O porteiro Fabiano Gonzaga Carvalho ainda não saiu à noite pelo centro, mas decorou um pinheiro natural na varanda de sua casa. ''Na vizinhança, acho que apenas três moradores, contando comigo, fizeram alguma coisa'', contou o porteiro ao lembrar da satisfação da criançada ao observar os enfeites desta época.
Oportunidade
O Secovi-Londrina está com inscrições abertas para o curso de funcionários em condomínios. O programa de 15 horas/aula inclui noções de segurança, higiene, primeiros-socorros, combate a incêndio, fornecimento de água, energia elétrica, serviços gerais, entre outros. O curso acontecerá entre os dias 16 e 20 de janeiro próximo, das 19h às 22h, com local ainda indefinido. Mais informações e inscrições pelo telefone: (43) 3356-2703.
Secovi Sindicato da Habitação e Condomínios
Rua Minas Gerais, 297 13º andar sala 133/134 Londrina/PR
CEP. 86010-905
Telefone: (43) 3356-2703
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