INFORME SECOVI - PR
Jóia
Um líquido inodoro, insípido e incolor promete destronar o petróleo da posição de mineral mais precioso da humanidade. Cientistas acreditam que essa mudança está em curso devido à poluição gradativa dos mananciais de água doce. Cuidar da saúde de rios, lagos, mares e oceanos não é apenas uma questão de consciência ambiental. É questão de sobrevivência. O uso racional da água é tema rotineiro em debates públicos, trabalhos escolares e até reuniões comunitárias. Esta semana, ele será o ponto de partida para a coluna.
Riscos
Segundo o engenheiro civil Valdir Carrion, uma torneira pingando desperdiça, aproximadamente, um litro de água/hora e pode chegar a 1.000 litros/mês. A causa pode ser falta de manutenção no vedante ou reparo. O modelo e a condição das descargas também influem no valor da conta mensal. A válvula de descarga, popularmente conhecida como válvula hydra (marca do fabricante Deca), é um perigo nas mãos de pessoas desatentas, neuróticas por limpeza ou crianças que por brincadeira mantêm o dedo no botão de acionamento. Por outro lado, sua manutenção é mais fácil e menos frequente em comparação à bacia sanitária com caixa acoplada. Uma nova resolução da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) determinou que a partir de 2005 todas as válvulas de descarga e bacias com caixa acoplada liberem, no máximo, seis litros de água por acionamento.
Consumo
No entanto, o grande vilão num apartamento/casa é o chuveiro que responde por, aproximadamente, 50% do consumo diário de água de uma pessoa. Atrás dele, vem a descarga (15%), a cozinha (15%) e a lavanderia (20%). Num apartamento de padrão médio dois a três dormitórios o consumo diário é estimado em 200 litros/pessoa. Imóveis maiores podem chegar a 400 litros/dia caso possuam banheiras, torneiras com água quente, chuveiros com aquecimento central e outros confortos. De acordo com Carrion, a bacia sanitária com caixa acoplada, além de ser mais econômica, é a única que possibilita a instalação e leitura dos hidrômetros individuais. Em Londrina, por exemplo, apenas os edifícios mais novos oferecem essa vantagem. Normalmente, o consumo de água de um condomínio é rateado igualmente entre todos os moradores, independentemente do número de habitantes por unidade, tempo de permanência diária e existência de crianças.
Imprevisto
A última conta de água do edifício residencial Tókio (centro de Londrina) aumentou em R$ 300,00 em virtude de uma descarga quebrada. ''Ela ficava no banheiro de uma loja que passou um final de semana inteiro fechada. Fiquei desesperado porque o conserto só pôde ser executado na segunda-feira'', disse o síndico Ubirajara Alexandrino, que há 16 anos administra 84 unidades residenciais e comerciais. O despejo de gordura, água quente, detergente e substâncias corrosivas na rede de esgoto do edifício obrigou a troca de 90% da instalação de ferro fundido por PVC. A média diária de consumo do prédio é de 30 metros cúbicos, conferidos religiosamente pelo porteiro que, ao menor sinal de alteração, aciona o síndico. Neste caso, um aviso salientando o risco de aumento na taxa condominial é colocado no elevador e, rapidamente, o defeito é identificado. ''O fundo de reserva paga a mão-de-obra e as peças para o prejuízo não seja maior'', comentou Alexandrino, que, praticamente, não gasta água com limpeza por inexistência de garagens e áreas comuns.
Racionalização
Estratégia parecida é utilizada no edifício Castel Gandolfo com a diferença que o morador é sugestionado a acabar com o vazamento por conta própria. Outra semelhança é a checagem diária do hidrômetro geral que, neste caso, costuma variar entre 17 e 20 metros cúbicos/dia. Neste prédio, a lavagem das garagens subterrânea e térrea é realizada a cada três meses com anuência dos moradores. Nesse intervalo, é feita apenas a varrição. ''A economia não é tão expressiva porque o maior gasto é mesmo nos apartamentos'', afirmou o síndico Guilherme Machado. Na opinião dele, o gasto com água é quatro vezes mais preocupante que o consumo de energia elétrica justamente pela falta do hidrômetro individual. Para reduzir a conta de luz, o condomínio trocou todas as lâmpadas das áreas comuns de incandescentes por fluorescentes. ''Quando as mudanças significam redução de gastos a classe média aceita bem'', opinou o síndico.
Cobrança
A tarifa mínima cobrada pela Sanepar é baseada na legislação e orientação da Organização Mundial da Saúde (OMS) que estipulou o consumo mínimo de 10 metros cúbicos/dia para garantir a alimentação, higiene pessoal e limpeza de uma família com quatro pessoas. O valor da tarifa mínima para condomínios/residências é de R$ 29,43, sendo R$ 16,35 (água) + R$ 13,08 (esgoto). A tabela é progressiva, ou seja, entre 10 e 30 metros cúbicos paga-se R$ 2,45 por metro (excedente aos 10 da tarifa mínima) e acima de 30 metros cúbicos o valor é de R$ 4,18 por metro cúbico. O condomínio comercial tem tarifa mínima de R$ 52,92, sendo R$ 29,40 (água) e R$ 23,52 (esgoto). O metro excedente custa R$ 3,31 (fixo). A Sanepar fornece material informativo sobre o uso racional da água e uma planilha para acompanhamento do consumo do prédio. Em caso de dúvidas, críticas e sugestões, ela oferece aos grandes consumidores (superior a 100 metros cúbicos/mês) um Setor de Atendimento à Clientes Especiais. O contato pode ser feito tanto pelo escritório quanto pelo telefone 115 (a central transfere as ligações para a equipe).
Oportunidade
O Secovi-Londrina está com inscrições abertas para o curso de funcionários em condomínios. O programa de 15 horas/aula inclui noções de segurança, higiene, primeiros-socorros, combate a incêndio, fornecimento de água, energia elétrica, serviços gerais, entre outros. O curso acontecerá entre os dias 16 e 20 de janeiro próximo, das 19h às 22h, com local ainda indefinido. Mais informações e inscrições pelo telefone: (43) 3356-2703.
Secovi Sindicato da Habitação e Condomínios
Rua Minas Gerais, 297 13º andar sala 133/134 Londrina/PR
CEP. 86010-905
Telefone: (43) 3356-2703
E-mail: [email protected]





