Meio ambiente

Preservar o meio ambiente não é apenas um assunto da moda. É um ato de cidadania em nome das futuras gerações. Plantar uma árvore, evitar os agrotóxicos, preservar a fauna e a flora, reduzir a poluição de maneira geral são atitudes louváveis e politicamente corretas. O detalhe muito importante é que todos podem colaborar. Em casa, podemos começar pela separação dos materiais recicláveis (vidro, plástico, papel, papelão, metal e alumínio) que, além do benefício físico, gera renda para muitas famílias carentes. Este é o assunto que abordaremos na coluna desta semana.



Coleta seletiva

Em Londrina, por exemplo, existe um Programa Municipal de Coleta Seletiva de Lixo que reúne 30 Organizações Não-Governamentais (ONGs) e mais precisamente 400 famílias. Elas passam a semana percorrendo cerca de 600 bairros, recolhendo os sacos plásticos verdes deixados anteriormente para depósito do material. Segundo José Paulo da Silva, coordenador do Programa, até 2001 alguns caminhões faziam esse serviço, mas com menos resultado. ''Eles não podem esperar o porteiro ou morador descer com o volume e, por isso, deixavam muita coisa para trás. Uma pessoa treinada e devidamente identificada sabe que é preciso de tempo para conscientizar a população e acostumá-la a colaborar'', disse.


Participação

As 30 ONGs coletam 90 toneladas/dia e 2,3 mil toneladas/mês em toda cidade. A periferia é que mais contribui. De acordo com Silva, isso acontece porque nos bairros o contato com os moradores, que na maioria das vezes moram em casas, é mais fácil. No centro, a situação é justamente contrária. Nesse caso, a participação depende muito da atualização do síndico e funcionários. O município possui uma equipe de educadores com o objetivo de informar as pessoas. Depois de cadastrado, o condomínio é visitado semanalmente, durante o dia, pelos catadores. ''Felizmente, estamos sentindo um avanço no centro da cidade. Passamos de duas toneladas/dia para 12 toneladas/dia nos últimos meses. Mas ainda é pouco, considerando que apenas 60 dos 400 condomínios estão em nossas listas'', afirmou.


Poder público

Além da divulgação, o município oferece também às ONGs um caminhão que recolhe os sacos plásticos amontoados em bandeiras (locais pré-determinados da região), pesquisadores e fiscais que monitoram o cumprimento do acordo entre ambos. Carlos Augusto Vieira, síndico do edifício Glória, garante que pediu a esses catadores que recolhessem o lixo reciclável no seu prédio, mas eles nunca apareceram. ''Acho que eles preferem os edifícios maiores como aqueles do Calçadão'', sugere o síndico que, mesmo assim, incentiva a separação do lixo reciclável entre os condôminos e doa aos catadores que não pertencem às ONGs. Na estimativa de Silva, esse grupo chega a 500 pessoas que recusa-se a aderir ao programa porque não querem cumprir regras e muito menos ser fiscalizado. ''Guardamos o material num canto da garagem e entregamos toda semana àqueles que passam pedindo'', disse Vieira que desconhecia a necessidade de cadastrar o prédio.


Orientações

No edifício Regina Izabel, vizinho ao Glória, não existe a separação de lixo. Segundo o síndico Walmor Carradore, na época da divulgação do programa, os condôminos se animaram, mas com o tempo desistiram. ''Acho que é porque a maioria deles vive sozinho, não cozinha e, portanto, quase não produz o lixo reciclável. Além disso, o pessoal das ONGs também não passa aqui há muito tempo'', justificou Carradore. De acordo com Silva, reclamações como essas devem ser feitas à direção do programa que atende pelo telefone: (43) 3344-3232. ''Não acredito que exista desprezo pelos prédios menores, mas sim algum erro logístico'', opinou.


Benefícios

Assim como eles, a síndica do edifício Caroline, Maria Mansano Prestes, acredita na necessidade da coletiva seletiva de lixo. A diferença é que no prédio em que Maria vive o esquema montado pelo programa funciona na prática. ''Possuímos dois latões de lixo: um para o doméstico e outro para o reciclável. Sei que eles passam aqui toda semana, mas quem sabe mais detalhes é o porteiro que fica aqui durante o dia'', explicou a síndica. No edifício Glória, a separação resolveu um problema antigo: a falta de espaço para o lixo e o vazamento do chorume (líquido proveniente do acúmulo de materiais orgânicos). Segundo Vieira, cada andar possui um latão para o lixo doméstico e do lado de fora ficam as sacolinhas com o reciclável. ''Devido à diferença de peso e volume é até fácil perceber quando alguém engana-se de depósito'', completou o síndico.


Oportunidade

O Secovi-Londrina está com inscrições abertas para o curso de funcionários em condomínios. O programa de 15 horas/aula inclui noções de segurança, higiene, primeiros-socorros, combate a incêndio, fornecimento de água, energia elétrica, serviços gerais, entre outros. O curso durará uma semana, das 19h às 22h, com início e local ainda indefinidos. Mais informações e inscrições pelo telefone: (43) 3356-2703.

Secovi Sindicato da Habitação e Condomínios
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Telefone: (43) 3356-2703
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