Dengue


O aumento da temperatura e a proximidade das férias melhoram o humor de qualquer pessoa nesta época do ano. A imagem de praias, serras verdejantes, cachoeiras ou mesmo uma piscina azulíssima começam a borbulhar em nosso cérebro. Mas, o verão também traz perigos como, por exemplo, o risco de proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue e febre amarela. Este é o assunto que a Coluna abordará nesta edição.


Combate

A possibilidade deste inseto se desenvolver num prédio residencial ou comercial é a mesma de uma casa. Apesar da diferença de espaço, as atitudes de prevenção e combate são iguais: colocar areia nos pratinhos de plantas; remover a água acumulada nas folhas; deixar as caixas d'água e lixeiras sempre tampadas; higienizar os vasilhames de animais domésticos; deixar fechada a tampa do vaso sanitário não utilizado e apertar a descarga, pelo menos, duas vezes por semana; manter fechados os ralos de cozinhas, banheiros e saunas desativadas; retirar a água e lavar a bandeja das geladeiras periodicamente; os lagos, cascatas e espelhos d'água ornamentais devem estar sempre limpos e quando não tiverem peixes é necessário tratar a água com cloro ou substitui-la por areia; as calhas não devem acumular sujeira; retirar a água das lajes; colocar areia nos cacos de vidro colados sobre os muros; as garrafas de vidro, plástico, baldes, sobras de material de construção e qualquer tipo de sucata devem ser guardados em local coberto; acondicionar lixo e entulhos em sacos plásticos e fora do alcance de animais domésticos; limpar e tratar a água da piscina com cloro uma vez por semana e, caso não a use, cubra bem ou coloque um quilo de sal no ponto mais raso quando ela estiver vazia.


Dificuldades

Segundo Luiz Alfredo Gonçalves, coordenador de endemias da Secretaria de Saúde de Londrina, as inspeções nos edifícios restringem-se ao primeiro andar, térreo e subsolo. Nesses limites, todos os locais e objetos que sirvam de criadouro para o mosquito são checados e, caso necessário, tratados previamente. O único problema é que pouquíssimos moradores barram a entrada dos agentes de saúde em seus apartamentos. ''Essa situação ocorre em todas as regiões da cidade com pessoas de diferentes níveis sócio-econômicos. A solução costumeira é acionar os coordenadores da área e insistir mais uma vez na fiscalização'', explicou Gonçalves. A visitação dos 180 mil imóveis da zona urbana e seis mil da zona rural ocorrem praticamente a cada dois meses. Mas, para garantir a precisão do cronograma, a prefeitura contratará 28 pessoas em dezembro e outras 14 em janeiro.


Criadouros


Imóveis fechados constituem um perigo à proliferação do Aedes aegypti. Ele pode utilizar o vaso sanitário, os sifões de pias e tanques e os ralos como 'berçários'. Em casas, as opções aumentam com a existência de calhas, buracos em árvores, latas, plásticos, papéis, bebedouros de animais e jardins. O mosquito pode voar até seis metros de altura e atingir um raio de 300 metros em torno do criadouro. Baseadas nesse potencial, muitas pessoas ligam para a Vigilância Sanitária reclamando de vizinhos que descuidam principalmente das piscinas.


Alternativas


De acordo com Gonçalves, o uso semanal de cloro é suficiente para evitar o desenvolvimento das larvas deste inseto. No edifício Sygnus Studio, o produto é utilizado de duas a três vezes toda semana. A síndica do condomínio, Carla Guedes de Paiva confessa que seu único erro no combate ao Aedes é a falta de areia nos pratinhos de plantas. ''É uma coisa que vamos providenciar logo e aproveitar a oportunidade para alertar os moradores que também possuem plantas'', adiantou. Nos edifícios Paramount e Fernão de Magalhães, as floreiras embelezam o ambiente e, paralelamente, colaboram com o extermínio do mosquito que, infelizmente, podem nascer nas casas de vizinhos.


Conscientização

''O sucesso dessa campanha depende da conscientização de todos, independentemente, do local onde moram ou trabalham. O quintal da minha casa é limpo, mas a pracinha que fica em frente está sempre com mato alto e lixo'', reclamou a atendente Adelaine Cirino. A mesma opinião é dividida com a hoteleira Valdenice Botelho ao lembrar o descaso do poder público em relação aos bairros mais afastados e pobres das cidades. ''Informação existe à vontade, mas falta empenho de todos os lados'', afirmou a empresária de Arapongas. Ambas também temem contrair a dengue que, este ano, atingiu 10 pessoas em Londrina (seis casos importados e quatro autóctones) e 19 na área abrangida pela 17 Regional de Saúde. ''Nossa maior preocupação é com aquelas pessoas que já contraíram a doença e podem, numa segunda vez, desenvolver a variedade hemorrágica, que é mais agressiva ao organismo'', disse Vânia Gutierrez, diretora da 17 Regional de Saúde''. Dúvidas e mais informações sobre o assunto poderão ser obtidas pelo telefone: (43) 3376-1980 (das 7h30 às 17h30, de segunda a sexta-feira) ou 0800-400-1893.


PQC 2006

Na próxima terça-feira, dia 29, o Secovi-Londrina promoverá uma palestra com o engenheiro civil e especialista em avaliações de bens e perícias Francisco Morato Leite. Ele abordará dois assuntos diferentes: inspeção predial (patologia de edificações) e segurança em playgrounds. O público-alvo são síndicos, condôminos, administradores, advogados e comunidade em geral que será reunida no auditório do edifício Twin Business Towers, localizado à Avenida Tiradentes, 501, a partir das 19 horas. Inscrições e mais informações poderão ser obtidas pelo telefone do Secovi: (43) 3356-2703.


Dia do Síndico

O jantar dançante em homenagem ao Dia do Síndico comemorado no próximo dia 30 foi um sucesso. O evento, realizado na última quarta-feira, contou com a participação de 300 pessoas, na Casa da Amizade do Rotary Club. Parte desta bem-sucedida confraternização deve-se aos seguintes colaboradores: Sindencon (Sindicato dos Empregados em Condomínio Residencial e Empresas de Locação e Administração de Imóveis Londrina), SindMed (Serviço Social de Londrina), Mang-test, Matincêndio, Ponto-a-Ponto Administração de Condomínio, Caixa Econômica Federal, Mult Cestas Comércio de Alimentos Ltda, Pára-raios Engenharia Elétrica, Sherwin Williams e Grupo Setrata Serviços Terceirizados.


Secovi Sindicato da Habitação e Condomínios
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