Sonho de vida

A casa própria é o sonho de 10 entre 10 brasileiros desde os tempos da vovó. Quanto mais próxima ao nosso ideal maior será a felicidade em adquiri-la. Para muitos, é o investimento de uma vida inteira que às vezes se concretiza apenas na velhice. A segurança financeira imbutida num imóvel é a principal vantagem para o comprador e, normalmente, é o argumento mais utilizado pelos corretores. A melhoria na qualidade de vida é uma busca constante do homem e a conquista de um teto é um dos passos.


Potencial


A referência na prestação de serviços principalmente médicos e educacionais transformou a região de Londrina num atraente pólo imobiliário. Graças à imunidade da economia frente à grave crise política sofrida pelo governo federal, o setor vivencia um momento de ímpar. Entre os empresários as opiniões se dividem. O proprietário da imobiliária Caracol Luiz Edmundo Samartano disse que a queda no preço da soja, da arroba do boi, baixa renda da população e a alta taxa de juros (10% a 12% ao ano) frearam os investimentos em 2% a 3%. ''Nossa região sofre muito a influência da agropecuária e mercado internacional. Ano passado, lançamos mais empreendimentos e loteamentos do que este. Nossa expectativa é que o último trimestre de 2005 melhore o resultado final com a aplicação de brasileiros que trabalham no exterior e pais de alunos que estudam aqui''.


Fase

Para Nestor Dias Correia, proprietário da Nestor Correia Consultoria Imobiliária, o fluxo de clientes permanece estável. Apesar dos fatores econômicos desfavoráveis citados anteriormente, Correia lembra que a população cresce naturalmente, os profissionais recém-formados muitas vezes decidem viver sozinhos, os inventários provocam novos negócios assim como as separações conjugais e comerciais. ''Qualquer área passa por altos e baixos e sobreviver às dificuldades exige também criatividade. Em graves crises, podem surgir boas oportunidades. A agropecuária, por exemplo, se recupera de um ano para outro conforme as condições climáticas, o mercado externo entre outros fatores'', acredita o imobiliarista que acumula 30 anos de experiência.


Otimismo

Segundo José Carlos Delalibera, proprietário da imobiliária Delalibera, o mercado está a pleno vapor. Na prática, ele afirma que está faltando produto. A mercadoria em questão são apartamentos de dois ou três quartos, novos ou usados, comercializados entre R$ 80 mil e R$ 120 mil. ''É uma situação atípica porque as construtoras estão devagar este ano. Elas venderam todas as unidades disponíveis nos últimos anos'', justificou.


Telefonemas

Romeu Curi, proprietário da Romeu Curi Imóveis, é outro otimista do grupo. Na sua empresa, ele disse que o número de telefonemas recebidos até agora interessados na compra de casas, apartamentos, prédios comerciais e terrenos aumentou entre 10% e 12% em relação ao mesmo período de 2004. A maioria dos clientes busca imóveis residenciais usados, de três quartos, que custem de R$ 70 mil a R$ 120 mil. Mas, os negócios que ultimamente rendem mais estão relacionados a imóveis de até R$ 300 mil.


Carro-chefe


Um ponto comum a todos os entrevistados é que o carro-chefe do mercado imobiliário é mesmo a classe média que ganha, no mínimo, cinco salários mínimos. Na prática, essa parcela da população é que carrega o País com seu trabalho, pagamento de impostos e consumo. Para Samartano, os mais pobres sobrevivem às custas de projetos sociais e a pequena elite não influi muito porque ela compra e vende a qualquer época do ano, procurando apenas as opções mais vantajosas. Correia pensa um pouco diferente. Para ele, as transações imobiliárias ocorrem em todas as classes sociais nas devidas proporções, mas concorda que a classe média é o público-alvo do setor. Outro consenso é a valorização dos imóveis novos em relação ao usados. A diferença entre unidades semelhantes chega a 35% devido ao custo de produção que subiu muito.



Expectativas

Em Londrina, a locação é um departamento muito sujeito à sazonalidade. Os períodos de maior procura são início, meio e final do ano devido basicamente à presença de universitários na cidade. A perspectiva para os últimos três meses do ano é boa de maneira geral. Correia lembra que antigamente havia uma crença que dezembro era um mês fraco para o setor, mas atualmente a realidade mostra justamente o contrário. ''No final do ano, existe muita compra, venda e reforma de imóveis'', afirma. Para 2006, a esperança é grande, até porque muitos governos aproveitam o último ano de mandato para realizarem obras prometidas em campanha.


PQC 2006

O Secovi-PR promove no próximo dia 27 uma palestra sobre ''Seguro Condominial: Obrigatoriedade ou Necessidade'', ministrada por Sérgio Luiz Alvarenga no Programa de Qualidade Condominial. O encontro é aberto à comunidade e será realizado às 19h, na sede do Ceal-Sinduscon, localizado à avenida Maringá, 2.400. Mais informações e inscrições poderão ser feitas no Secovi.


PQI 2006

O Programa de Qualidade Imobiliária do Secovi-PR realiza no próximo dia 29 a palestra ''Lei do Inquilinato e o contrato de locação'', ministrada pelo advogado Marco Antonio Gonçalves Valle. O evento é dirigido à imobiliaristas e seus funcionários, advogados e administradores e começa às 19 horas, na sede do Ceal-Sinduscon, localizada na Avenida Maringá, 2.400. Mais informações e inscrições poderão ser poderão ser feitas no Secovi.

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