Conforto


Limpeza é sinônimo de saúde e bem-estar em qualquer lugar. Quanto maior é o número de pessoas envolvidas maior é a necessidade do serviço. Escolas, indústrias, repartições públicas e bancos são locais de intensa circulação de pessoas com permanência variável. Num condomínio residencial por exemplo a situação é mais delicada. A presença de moradores de diferentes faixas etárias e exigências específicas dividindo os mesmos ambientes requer mais cuidado com a higiene.


Segurança

O problema é que para obter o resultado desejado, muitas vezes, o condomínio sofre prejuízos financeiros e físicos. A escolha inadequada dos produtos, o manuseio sem equipamentos de proteção e até mesmo o horário em que são utilizados podem causar arrependimento ao síndico ou administradora. Segundo a química Ivanira Moreira, do Departamento de Química da Universidade Estadual de Londrina (UEL), o mais comum e inocente produto requer o uso de luvas, botas e, às vezes, máscara. ''A inalação da mistura de soda cáustica à água fervente é motivo de tontura, falta de ar e náuseas. Pior ainda são os ácidos muito usados para retirar excessos de massa em finais de obra. São substâncias voláteis (que formam gases) que inaladas provocam até desmaios. Mesmo assim, são facilmente encontrados em supermercados'', alertou a química.


Experiência

Na opinião de Mauro Hummel, gerente do condomínio Arkádia, é preferível investir mais em qualidade ao invés de correr o risco de intoxicar uma pessoa ou danificar o imóvel. Desde que assumiu o posto há cerca de 10 anos ele confia a limpeza de pisos, portas e vidros à mesma marca. ''Esses produtos de fundo de quintal é o barato que sai caro. Não posso correr o risco de manchar o carro de um morador, descuidar da beleza do prédio e muito menos gerar ações trabalhistas futuras'', explicou o gerente. Para isso, ele conta também com três faxineiros treinados, equipamentos profissionais, orientação técnica e, claro, um orçamento de um condomínio de luxo.


Interesse

Enquanto o Arkádia consome entre R$ 800,00 a R$ 900,00/mês com material de limpeza, o condomínio Albamar que também fica no centro de Londrina gastou cerca de R$ 45,00 em agosto. Ao contrário do que possa parecer, o poder aquisitivo dos moradores não é o fator mais importante na manutenção de um condomínio. O interesse do síndico, as informações que dispõe, a experiência dos funcionários e a colaboração das famílias que vivem no prédio contam muito a favor do conforto almejado. De acordo com a síndica do condomínio Albamar Anavaly Nóbrega Pellegrini, o principal foco de sujeira do prédio é a rua. ''Além das folhas, o vento arrasta por baixo dos portões papel, plástico e tudo mais que as pessoas jogam nas ruas e calçadas. Os porteiros varrem o local os três períodos e mesmo assim é difícil manter limpo'', explicou a professora. A pedra mineira muito usada para cobrir essas áreas pode ser higienizada apenas com água e sabão. Segundo Hummel, várias empresas sugerem a impermeabilização, mas discorda da idéia. ''Mas além do piso ficar muito liso, com o tempo é provável que apareçam manchas em pontos mais usados'', justificou o gerente.


Cuidados

Para economizar um pouco, Anavaly compra os produtos de limpeza em supermercado. Segundo ela, o interior do prédio acumula mesmo é poeira e os multi-uso líquidos (dissolvidos em água) são utilizados para limpar e desinfectar quase tudo, inclusive o paviflex dos corredores e escadarias e a cerâmica da portaria e hall de entrada. No Arkádia, a diversidade de pisos adequados a ambientes específicos exige cuidados especiais para garantirem também a beleza e durabilidade. ''No granito da portaria e hall, usamos simplesmente água e sabão neutro. Na sauna (toda azulejada) e no depósito de lixo, dissolvemos a água sanitária para matar as bactérias. Na sala de ginástica, cujo piso é de madeira, passamos também cera para recuperar o brilho. A maior dificuldade mesmo é tirar as marcas dos pneus que mancham o piso da garagem. Não podemos aplicar corrosivos e produtos comuns são ineficientes. Embora a equipe esteja habituada ao serviço, é preciso acompanhar o trabalho para evitar qualquer problema'', completou Hummel que controla pessoalmente a entrada e saída de materiais da dispensa.


Técnica

As lojas especializadas no ramo normalmente oferecem a demonstração in loco para os síndicos. Na maioria das vezes, o cliente busca opções para suas necessidades e/ou novidades do mercado. Na opinião de Otávio Kfouri, supervisor de vendas do Shopping da Química, a preocupação com a qualidade dos produtos, a saúde daqueles que o manuseiam e até com o meio ambiente está aumentando nos últimos anos. ''A carência de informação e o volume de novidades é tamanho que a empresa passou a organizar palestras para seus clientes desde o ano passado'', completou.


Custo e benefício

Para Samer Fakhr, proprietário da Petra Comércio de Produtos e Equipamentos para Limpeza, a vantagem de usar produtos de primeira linha e pessoas treinadas é a satisfação. ''Um condomínio é uma área de intenso fluxo de pessoas e não deve ser tratado como o quintal de uma casa. Em questão de preço, não existe milagre. É preciso ser racional e considerar a relação custo-benefício'', sugeriu o empresário com 10 anos de experiência no ramo.


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