Quando uma equipe de futebol passar por bons momentos e tem no próprio plantel uma grande quantidade de bons jogadores, é costume ouvirmos os técnicos falarem em uma ''boa dor de cabeça para decidir pela escalação''. Em Londrina, a expressão sai do aspecto esportivo para tomar conta do mercado imobiliário, em especial no segmento comercial e industrial. A dor de cabeça, neste caso, deve-se ao crescimento pelo qual o setor passou no ano passado. Graças e este crescimento, praticamente todos os bons imóveis disponíveis no mercado e agora, quem deseja se instalar em Londrina encontra certas dificuldades para tal.

Atributos
Com boa infra-estrutura, grande quantidade de mão-de-obra qualificada e no Centro de uma região com altíssimo potencial econômico, a cidade, ainda assim, não deixa de atrair empresas. Segundo o presidente da Companhia de Desenvolvimento de Londrina (Codel), Cláudio Tedeschi, pelo menos 100 empresas de todos os tamanhos mantêm solicitações de incentivos para locação e instalação dos respectivos parques na cidade. ''Um número que pode ser considerado bem alto'', avalia.

Demanda
A cidade não pára simplesmente porque há uma provável queda na oferta. Neste momento a dor de cabeça começa a ser sanada. De acordo com o próprio Tedeschi, a Companhia já busca meios alternativos para atender a esta demanda e um deles é a instalação de um parque condominial industrial, na Zona Norte da cidade. ''O projeto já está pronto. O parque será batizado de 'José Richa' e terá 50 alqueires, com 240 lotes e toda a infra e superestrutura que uma empresa precisa'', detalha.

Próximos passos
A Codel trabalha agora na busca de financiamentos - na ordem de R$ 20 milhões - para iniciar a construção do parque. O projeto, de acordo com Tedeschi, já está nas mãos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), com o qual os representantes da cidade devem se reunir, no próximo dia 30. ''Vamos aproveitar até a presença do ministro do Planejamento, Paulo Bernardo (que esteve este final de semana em Londrina) para pedir a agilização do processo'', conta.

Custo
Cada lote deve custar cerca de R$ 80 mil, valor considerado baixo para os padrões do mercado londrinense, já que o investidor vai ganhar um espaço com infra-estrutura (esgoto, energia, calçamento e ruas) e superestrutura (parques de alimentação e lazer e segurança) prontos. Tedeschi destaca ainda que cada terreno poderá ser pago em até 10 anos.

Iniciativa privada
A continuidade da expansão dos investimentos imobiliários de Londrina, contudo, não depende só da iniciativa do Estado. Empresários do ramo têm mostrado que basta uma simples leitura do contexto atual para que iniciativas simples começem a ser tomadas. Um dos exemplos mais recentes é o do imobiliarista Raul Fulgêncio, que organizou, há cerca de três meses, um grupo de investidores interessados na compra e adaptação de um prédio, no centro da cidade, para a instalação de uma grande loja de departamentos.

Como funciona
''O crescimento de mercado no ano passado ocupou realmente grande parte dos imóveis ociosos. O que encontramos hoje geralmente não atende às necessidades dos clientes, que teriam que gastar muito nas adaptações necessárias. Decidimos então organizar um grupo de investidores interessados em fazer dinheiro com locação. Com a verba deste grupo, compra-se um prédio e realiza-se as adequações de acordo com o que os clientes desejam'', explica o imibiliarista. No caso da compra citada acima, o resultado é que Londrina ganhou mais uma megastore.

Benefícios
Os benefícios para a cidade são óbvios: geração de empregos, renda e aumento da concorrência no comércio. Para o setor imobiliário, idem. ''Os investidores ganham a segurança de alugar o prédio para uma grande empresa, com a garantia do recebimento correto de um bom valor de aluguel. E a empresa interessada em vir para a cidade, por sua vez, ganha um prédio novo, perfeitamente adaptado às próprias necessidades, sem gastar um real por isso'', completa.

PQC-2006
Receio é o que não falta quando assistimos um técnico recarregar ou providenciar a manutenção da central de gás de nosso condomínio. Mesmo com toda a segurança e tecnologia disponíveis no mercado, fica sempre o temor de que algo de ruim possa acontecer. Nestes casos, quando mais habilidade e conhecimento no assunto, melhor. Síndicos, funcionários de condomínios e interessados no assunto podem buscar esta melhoria com a ajuda do Secovi-PR, que promove, nesta semana, mais uma palestra do Programa de Qualidade Condominial (PQC-2006). Desta vez, versa sobre o tema o técnico Nilton Zambrim de Souza, com o tema ''Central de Gás: Segurança e Manutenção''. A palestra acontece na próxima terça-feira, dia 30, às 19 horas, no auditório do Ceal-Sinduscon (Av. Maringá, 2.400). Mais informações podem ser obtidas no próprio Secovi-PR, via telefone ou e-mail.

Dia do Corretor
A última nota do Secovi desta semana presta uma pequena homenagem ao Corretor de Imóveis, que comemorou o seu Dia Nacional ontem. Uma profissão marcada pela garra e determinação de homens e mulheres que buscam atender os seus clientes com dedicação e honestidade. A data serve para lembrar que o corretor dos novos tempos deve ser, acima de tudo, uma pessoa muito bem informada e consciente dos desejos dos clientes. Aos corretores, parabéns pela persistência, correção e honestidade. (Com colaboração do vice-presidente do Sindicato dos Corretores de Imóveis de Londrina -Sincil - José Carlos Delalibera).

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