INFORME SECOVI - PR
Coleta Seletiva
Geração de renda para cerca de 500 famílias, aumento do tempo de vida útil do aterro sanitário de Londrina e economia de recursos financeiros e naturais. Estes são apenas alguns dos benefícios trazidos pela coleta seletiva de lixo, implantada há cerca de 10 anos em Londrina e que, há cerca de dois meses, no centro da cidade, ganhou o reforço de organizações não-governamentais (Ongs). A intenção da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), agora, é integrar os condomínios à campanha.
Apoio
Para isto, o coordenador de coleta seletiva da Companhia, José Paulo da Silva, conta com o apoio dos síndicos. Segundo ele, por mais que os moradores tenham interesse pelo programa e promovam coleta seletiva nas próprias casas, o projeto não vai andar se não puder contar com a parceria dos administradores de condomínios.
Exemplo
Antes de explicar a importância da parceria, a coluna do Secovi vai dar um exemplo de como um síndico pode ajudar (ou, neste caso, atrapalhar) o sistema de coleta seletiva. Um caso simples aconteceu em um condomínio horizontal da Zona Sul de Londrina. Engajados em participar do programa de coleta seletiva, mesmo sem saber se a prefeitura já realizava o serviço na região, os moradores, organizados pela contadora Fabiana Oliveira, começaram a separar o lixo orgânico do reciclável em sacos diferentes. ''Em poucos dias, percebemos a importância do sistema: passamos a usar muito menos sacos para armazenar o lixo comum'', lembra.
Orientações
O problema é que os moradores esqueceram de avisar o síndico de que queriam aderir ao programa. Resultado: sem orientação, os zeladores do condomínio juntaram todos os sacos, que não estavam identificados, na hora de organizá-los nos latões que ficavam na rua. Os lixeiros passaram e levaram tudo como se fosse a mesma coisa.''A partir do momento em que os moradores do condomínio manifestam o interesse em aderir ao programa de coleta seletiva, o síndico precisa orientar os funcionários e criar um sistema interno de separação do lixo'', explica José Paulo. ''Assim não há riscos de se desperdicar o trabalho feito pelos moradores'', completa.
Apoio da CMTU
A CMTU, inclusive, se coloca à disposição para ajudar. De acordo com José Paulo, aos condomínios interessados, basta procurar a companhia em busca de informações. ''Nós entregamos sacos identificados (na cor verde), para cada morador, para que eles possam separar o lixo orgânico do reciclável. Temos 46 pessoas de duas Ongs fazendo a coleta no centro da cidade e os sacos serão repostos sempre que um recolhimento for realizado'', garante o coordenador. Informações podem ser obtidas no Programa de Coleta Seletiva da CMTU, telefone (43) 3344-3232.
Dicas básicas
Algumas dicas são simples e podem ser assimiladas desde já pelos moradores: Em casa, tenha sempre dois recipientes de lixo: um com o saco verde, distribuido pela CMTU, para o lixo reciclável; e outro com qualquer outro saco, para o lixo comum. É importante saber que materiais como vidros de maionese e latas de molho de tomate, por exemplo, devem ser limpas antes de jogadas no lixo reciclável. ''É um material que começa a se deteriorar em 24 horas e pode tornar o vidro ou o alumínio inaproveitáveis'', explica José Paulo. Da mesma forma, alguns materiais que teoricamente são recicláveis, como isopor, podem não ter mais condições para o reaproveitamento. Se eles estiverem impregnados com óleo, por exemplo, o descarte pode ser feito no lixo comum.
Em Londrina
Atualmente, as Ongs coletam cerca de oito toneladas de material reciclável no Centro de Londrina. ''Este índice foi aumento de forma sensível desde a implantação do programa. Na cidade, 100 do total de 380 toneladas de lixo produzidas diariamente já são separadas para coleta e este número pode aumentar em 40% em breve. No começo, tínhamos três em cada dez casas participando do programa. Agora, são sete em cada 10'', comemora José Paulo, lembrando ainda que este é o mais alto índice de participação em programas de coleta seletiva alcançado por uma cidade em toda a América Latina.
Apoio das Ongs
José Paulo atribui à coleta pelas Ongs a crescente adesão da população de Londrina ao programa de coleta seletiva. ''Quando fazíamos a coleta com caminhões, tínhamos que obececer a horários e cronogramas. Agora, os catadores podem parar na frente das casas, chamar pelos moradores, recolher o material e ainda entregar o saco verde. Isso transmite mais confiança à população'', acredita ele.
Convite
O Secovi reforça, mais uma vez, o convite a síndicos, imobiliaristas e qualquer outra pessoa interessada no setor a se cadastrarem na lista de e-mails do sindicato. Os cadastrados vão receber, mensalmente, boletins informativos sobre o segmento, via internet. Interessados podem procurar a coordenadora do sindicato, Márcia Frare, pelo telefone ou pelo e-mail [email protected].
Secovi - Sindicato da Habitação e Condomínios
Rua Minas Gerais, 297 - 13º andar - Sl. 133/134 - Londrina - PR
CEP 86010-905
(43) 3356 2703 - [email protected]





