Resenha do jornal Folha de São Paulo: começa a surgir no Brasil uma nova maneira de investir em imóveis. Quem já tem apartamento, casa na praia, terreno ou flat pode diversificar adquirindo um quarto de hotel, e ganhar dinheiro com isso – entre 10% e 18% ao ano, numa média de 13% anuais. Os ganhos dependem de planejar bem a combinação entre a diária, a taxa de ocupação e os custos do estabelecimento. Há quatro grandes empreendimentos em execução em São Paulo para quem tem apetite para esse tipo de investimento. A novidade é a chegada do Marriott, que lança ainda este ano um hotel na cidade.
No Rio, este segmento imobiliário também inicia o Terceiro Milênio como opção de moeda forte entre os investidores. Pesquisa recente da Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi) prevê o lançamento de 2.500 apart-hotéis na cidade este ano, e ilustra as boas perspectivas para quem aplica neste ramo de negócios – no Leblon, por exemplo, o aluguel de um flat de 50 metros quadrados pode chegar a R$ 4.500 mensais.
Segurança, de última geração
Balancim elétrico como equipamento de segurança de última geração, já em obras da construção civil londrinense. O equipamento, utilizado para a segurança de operários nos serviços de reboco, aplicação de revestimentos, pintura, limpeza de fachadas e janelas etc, está sendo disponibilizado para venda ou locação por empresa também prestadora de serviços por empreitada em canteiros de obras – a Java Fachadas.
Novidades, para o incorporador
O governo federal quer mexer na Lei das Incorporações Imobiliárias para evitar a repetição de casos como o da Construtora Encol, em que milhares de mutuários ficaram sem o imóvel apesar de terem pago parte ou totalidade das prestações. A mudança faz parte do leque de medidas em estudo (em proporção de conta-gotas) para melhorar o mercado imobiliário e que chegar deverão ser anunciadas, pelo visto também aos poucos, pelo Palácio do Planalto. A lei a ser alterada é a que estabelece direitos e obrigações do incorporador. A idéia é introduzir no texto a obrigatoriedade de que cada empreendimento imobiliário tenha a sua contabilidade separada durante a execução, para proteger quem compra imóvel na planta - separação que hoje não existe.
Os recursos equivalentes às prestações de imóveis adquiridos ainda na planta entram na receita geral da construtora, assim o valor do patrimônio correspondente a cada empreendimento em construção se mistura ao patrimônio da empresa – se a construtora quebrar, como aconteceu com a Encol, os adquirentes que ainda não tiveram a propriedade do imóvel transferida perdem o que já desembolsaram.
O setor, ainda sem boas novas
A Câmara Brasileira da Indústria da Construção reúniu-se uma vez mais, durante esta semana, para decidir o que é preciso fazer para que o governo aprove as medidas prometidas para estimular a construção civil no País. Sem as novas medidas, anunciadas para junho pelo presidente Fernando Henrique Cardoso, durante a 1ª Conferência Nacional da Indústria da Construção (realizada no começo de maio, em São Paulo), a CBIC argumenta que o mercado fica cada vez mais desistimulado.
Seguro-fiança, alvo é o dono
Apresentado antes como opção para os inquilinos que não tinham fiador nem dinheiro para pagar três meses de aluguel antecipado, o seguro-fiança tem novo alvo: os locadores. A proposta agora é que o pagamento seja feito pelo dono do imóvel, que, além da garantia de receber o aluguel em caso de inadimplência, conseguiria fechar contrato com maior facilidade – isso porque a falta de fiador é um dos principais entraves aos negócios no setor.
Procurando agilizar negócios, imobiliárias auxiliam as administradoras de seguro-fiança em campanha para incentivar a adesão dos locadores ao seguro, já que não teve boa aceitação entre inquilinos. O argumento: o custo é alto para quem estava se mudando e pode ser entrave para fechar negócios. Como resultado, imóvel por mais tempo parado, com despesas correndo por conta do locador.
Piscina, com desenho de granito
Uma piscina de fibra de vidro que imita o desenho da pedra granito. A idéia pode ser americana – onde 70% das piscinas de fibra já são ‘‘granitadas’’ – mas a produção é 100% nacional. A técnica para dar mais beleza à fibra foi desenvolvida pela Glasterm, empresa de Porto Alegre, após quatro anos de pesquisas.
Com um equipamento também nacional, a fábrica gaúcha mistura a resina de poliéster com fibra de vidro – matérias-primas das piscinas de fiberglass – e aplica uma técnica exclusiva para conseguir este resultado. O ‘‘granito’’ está disponível nos tons azul escuro e azul claro e o preço médio é R$ 5 mil para uma piscina com as medidas 3m x 6m x 1,4m. A novidade está sendo apresentada ma Expolazer 2000 - Feira Internacionl de Produtos e Equipamentos para Piscinas e Lazer, em São Paulo.
MBA , para o setor imobiliário
Executivos do mercado imobiliário poderão contar, a partir do próximo ano, com um Master in Business Administration exclusivo para o setor, criado pela USP em parceria com o portal imobiliário planetaimovel.com. Será o primeiro curso nesta linha a ser lançado no País. A demanda é garantida, asseguram os profissionais do setor. Com a entrada em massa no Brasil de empresas multinacionais da área nos últimos anos, aumentou ainda mais a necessidade de profissionais qualificados.
Mercado imobiliário, ou ’real state’, vai muito além dos corretores que vendem e alugam casas ou apartamentos. Há uma infinidade de segmentos em que atuam profissionais do setor. E é justamente essa fatia que o MBA pretende atingir: gestores de patrimônio, profissionais ligados a fusões e aquisições, consultorias e auditorias, analistas de fundos de pensão, setor de construção, crédito imobiliário e seguros são alguns dos mais importantes exemplos.
Encontro marcado
Congresso Nacional do Concreto - A 42ª edição será realizado entre 13 e 18 de agosto, em Fortaleza, Ceará. Na pauta dos palestrantes convidados internacionaism as normatizações brasileira, européia e a americana.

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